quarta-feira, dezembro 13, 2006

Sell a Band

Amantes da música, amantes do dinheiro e, acima de tudo, amantes da música e do dinheiro, esta informação poderá interessar-vos.

Soube hoje de um interessante conceito que surgiu na Internet, que junta a divulgação de bandas de garagem, com a possibilidade de ganhar retornos com a sua ascensão ao estrelato. No site http://www.sellaband.com/, bandas de música anónimas poderão inscrever-se e procurar quem financie o seu projecto (believers). E qualquer pessoa pode ser um believer, investindo $10, que, caso essa banda se torne famosa, terão como retorno uma cópia gratuita do álbum e uma parcela das receitas da sua venda.

Isto é lindo! Não coloco de parte a possibilidade de vir a investir numa qualquer banda, pensando, por exemplo, no Bono a contar como pediu £ 500 emprestadas ao pai, para gravar um álbum em Londres.

Para além disso, uma vez investidor, imagino-me a telefonar para o estúdio: “Hey! Thom New Yorke, daqui fala o accionista. É só para dizer que acho que deviam tocar a Karma Squad uma oitava acima. Um abraço à malta e nada de poupar nas drogas, ok?

terça-feira, dezembro 12, 2006

Coisas Por Inventar

À consideração dos cientistas que visitam o blog, aqui deixo a minha sugestão para mais uma invenção de extrema utilidade para a Humanidade: a (rufam os tambores) bateria humanizada (tchan tachan)!

A bateria humanizada caracterizar-se-ia pela sua imensa flexibilidade. Assim, caso fosse necessário, poder-se-ia utilizar muito para além dos habituais 2 dias, mas com a contrapartida de ser necessário carregá-la durante mais tempo.

Por exemplo, num caso de telemóvel, imaginem que é sexta-feira à noite e há pouca bateria. Como é óbvio não dá jeito nenhum ficar incontactável no meio das conversações com os amigos em que se decide se se vai ao cinema ver The Departed ou ao Bairro Alto. Com a bateria humanizada, continuar-se-ia a usar o telemóvel indefenidamente. Mas quando finalmente o fosse carregar, ele demoraria, vá lá, 10 horas a ficar com a carga completa, ao invés de apenas 5 horas.

A bateria designar-se-ia humanizada porque teria características semelhantes ao corpo humano. Poderia aguentar vários dias sem descanso, mas eventualmente teria que passar umas boas horas em recuperação.

PS - Esta bateria já existe e é utilizada nos telemóveis da série 24

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Pedagogia

É actual dicutir-se os impactos que têm nas crianças alguns programas de televisão. O wrestling, por exemplo, tem sido sovado a torto e a direito, por psicólogos, pediatras, bloggers e até lutadores. Aconselha-se a leitura da opinião do companheiro, amigo, palhaço Alex.

Pessoalmente, não gosto do wrestling, mas vi o suficiente quando era puto para, na opinião de especialistas, aprender uma série de comportamentos violentos, que, aliás, gosto de praticar nos amigos católicos quando se me acabam os argumentos anti-religião.

Sobretudo acho que esta conversa já fede, de velhinha e decomposta que está, aplicada a tudo quanto é entertenimento infantil. No entanto, dois parágrafos e meios depois do título eis que surge o ponto do meu post, nunca se falou dos efeitos nocivos, prejudiciais e, tomo o atrevimento de escrever, maus! de programas como a Tertúlia Cor-de-Rosa da SIC ou as velhinhas do tricot na TVI.

Em ambos os casos, há personagens a debater roupa e actualidades da sociedade e das revistas cor-de-rosa. Que é como quem diz, a coscuvilhar. Por exemplo, sobre os rumores de que o Cristiano Ronaldo namora com a Diana Chaves, estes comentadores estão lá para contribuir com conversas do género:
- Eles namoram e acho muito bem. Vão ser felizes para sempre
- Nunca vai resultar porque o Cristiano ama de verdade é a Merche
- A Diana é muito inteligente e está bem para o Cristiano

Isto é mau, mas fico com a sensação que escolhi a mais elevada das conversas que esta trupe teve durante... sei lá... a vida toda! Não interessa... O que é espantoso é ninguém reflectir sobre as consequências destes programas! Sobre como alguns dos problemas da nossa sociedade (quadrilhice, desconfiança e tacanhez) são agravados com estas intervenções.

Agora imaginem duas coisas: primeiro, a quantidade de crianças em idade pré-escolar que fica em casa a ver estes programas, e segundo, essas mesmas crianças a formar um exército de adultos que daqui a 20 anos vai andar pelas ruas das nossas cidades a sussurar comentários sobre a roupa das pessoas que por elas passam, enquanto levam penduradas do pescoço as suas duas agulhas de tricot!

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Mortal Kombat na Linha de Sintra

Apesar de toda a minha experiência em técnicas de sobrevivência nos comboios, perdoem-me a imodéstia, continuo a cometer erros como se fossem os anos 80, altura em que fazia as minhas primeiras viagens, ainda nos velhinhos comboios em que as portas só fechavam de vez em quando e os assentos eram almofadados.

Hoje cometi imprudências. Não entrei na minha habitual porta e sentei-me junto ao corredor. Quem se expõe desta forma merece o seu castigo. E o castigo entrou na estação de Massamá e colocou-se-se em pé junto a mim... O relato que se segue é inspirado no jogo Mortal Kombat:

ROUND 1, FIGHT - Em condições normais, quando chegasse a Queluz já eu estaria na tal terra onde “podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal” e onde “toda a gente trata a gente toda por igual”. Mas não hoje.... Pálpebras pesadas, desperto com o som de uma tubagem meio entupida. Género alguém a sorver com uma palhinha as últimas gotas de Coca-Cola... “Fonix, que esta mulher tem uma respiração esquisita”, penso eu.
ROUND 2, FIGHT – “Oh não, ela respira como o Darth Vader! E que volume! Caixa, não penses nisso, tu não penses nisso, porra! Senão já não dormes mais o caminho todo...
ROUND 3, FIGHT - O comboio enche. A mulher está apertada no corredor, o que a obriga a debruçar-se mais sobre a minha cabeça. O som do Darth Vader a respirar está agora bem junto ao meu ouvido direito e está a deixar-me louco. Estou prestes a cometer um gericídio!
ROUND 4, FIGHT – Sinto uma corrente de ar a atingir o meu cabelo ainda molhado. “Epá, não dá! Ela tá a respirar para cima de mim?!
ROUND 5, FIGHT – Começo a ouvir a mulher a fazer ruídos com a língua e com a saliva... “Que nojo!!!
ROUND 6, FIGHT – Por esta altura, já só quero que o comboio ande depressa. Porque é que ainda não há a porra de um TGV nos subúrbios?! A mulher está cada vez pior e respira com mais força. A minha barra de energia está a ficar vazia. Ela faz um ruído com a garganta, ouvem-se movimentações de expectoração... É o meu fim...

FINISH HIM! – A mulher tosse com convicção. Olho para o lado e as mãos dela continuam a segurar o chapéu de chuva. “AAAAHHHH! Ela não pôs a mão à frente!

FATALITY...

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Não fui feito para ser estrela

Depois de perder os dois dias de wrestling do ano, conforme noticiado também no blog do Alex, voltei a falhar nos sítios onde ir.

Não é que ontem, decorreu no Colombo uma sessão de autógrafos com o campeão mundial de wrestling, e eu não soube de nada??




Soubesse eu mais cedo, tinha ido lá desafiá-lo para um braço de ferro, e estaria hoje rico e famoso...

terça-feira, dezembro 05, 2006

Tabaco? Não, obrigado.

Não. Eu não. Eu seria incapaz de estar com alguém que fume. Nunca!

Bom... Talvez se encontre por aí uma ou duas excepções. Talvez...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Serve apenas para comunicar que...

eu vim no avião com a Cat Power, o Judah Bauer (da JSBX) e o Greg Foreman (dos The Delta 72) e nem uma foto ou um autografo saquei. Estou a ver que nem com o anúncio da Yorn fico famoso! :)


quinta-feira, novembro 30, 2006

Um Post Baralhado, Para Ordenar

Concluo que existe uma certa comparabilidade com a postura adoptada perante a vida. Nem sempre as coisas fazem sentido. Aliás, parando para pensar, não sei se alguma vez se encontra um sentido. Estuda-se para arranjar trabalho. Trabalha-se para arranjar sustento. Mas onde acaba a lógica? No final de tudo, qual o objectivo? Para mim é como que um puzzle com peças demasiado grandes para se perceber a lógica. Mas uma vez mais, há os que vivem alheados disso, absortos nas suas profissões e famílias, e há os que vivem obcecados pelo problema, angustiados por não perceberem o que andam aqui a fazer. E depois há os ovos como eu, pontualmente maravilhados com as questões sem resposta. Não o suficiente para largarem a sua banal e rotineira existência, mas ainda assim esperançados de um dia vir a encontrar a chave que coloque no devido lugar as peças do puzzle e dê a tudo um sentido.

Permitam-me começar com uma viagem à minha infância, tempo em que, a dado momento, nutri um interesse por puzzles. Julgo que sempre me fascinaram. De um modo passivo é certo, não o suficiente para tomar a iniciativa de comprar um grande puzzle e me dedicar afincadamente a ele, mas encontrava interesse na tarefa de encontrar uma lógica nas peças e construir um todo. Ainda assim, somente uma vez tive um puzzle, não muito grande, 500 peças, não ambicionava a mais. E mesmo este não o cheguei a concluir. Vislumbrava já a torre Eiffel, mas fui derrotado pelo imenso céu azul que a rodeava.

Desde logo, há o tipo de crianças que se agarra ao puzzle como se não houvesse amanhã e só o larga quando estiver completo ou, eventualmente, faz uma pausa se o jantar for bife com esparguete – o meu prato de eleição até aos 12 anos. Por oposição, há os múdos que mexem nas peças, aceitam que as azuis são azuis e nada têm que ver com as amarelas, cagam no puzzle e vão brincar com o He-Man. E há os intermédios – acho que entro aqui – atraídos pela ideia de dar uma lógica às peças, mas que a certa altura desistem, com a atenção atraída por outro qualquer passatempo, ou pelo bife com esparguete.

Esta história da infância é metafórica. Mas faz-me pensar nas diferentes posturas que se adoptam perante um puzzle. Não sou particularmente dado a etiquetar pessoas, mas acho que se podem reconhecer pelo menos 3 tipos de atitudes diferentes.

Baiano cai da espaçonave

Epa completamente inacreditavel. Ao ser verdade seria algo que eu gostaria de ter presenciado (o interrogatorio ao demente).

É so rir.

terça-feira, novembro 28, 2006

Eu Só Queria Comprar Umas Bolachas

Fui comprar bolachas. Chegado ao respectivo corredor no supermercado, reparei na promoção das novas Chiquilín Energy: "¿Te apetece empezar el día con las pilas cargadas a tope?". Marketing agressivo, ein? E claramente dirigido às esposas que compram bolachas para os maridos. Na prateleira ao lado, vi que estavam à venda umas novas bolachas de aveia de uma marca alemã. Chamadas Hobbits.

Naturalmente, trouxe as duas variedades. São bens complementares. Agora perdoem-me que vou cargar as pilas a tope e depois comer umas hobbits alemãs...

Desconstruindo o Mito do IC19

Quero desconstruir a notícia do Diário de Notícias de hoje sobre as passadas, actuais e futuras obras do IC19, mas antes deixem-me fazer um desenho para os que têm a sorte de não conhecer a estrada mais congestionada da Europa e o azar de nunca ter visto um desenho meu:

. ___. ---------- . ------- . ------- .___.
Lisboa__Buraca_______Queluz _____Cacém_____Ranholas___Sintra

Espero que isto não tenha afugentado muita gente.
Da análise da notícia, retiram-se os seguintes factos:

- 1985: início de construção do IC19, entre Buraca e Queluz
- 1995: conclusão da construção de todo o IC19, entre Buraca e Ranholas
- 2000: início das obras de alargamento, no nó de Alfragide
- 2006: alargamento entre Buraca e Cacém concluído

- Final de 2006: conclusão do um dos dois projecto para via de acesso ao IC19 no Cacém
- 2008: estimativa do alargamento até Ranholas


Ou seja, conclui-se que:
1. Construiu-se uma estrada com 2 faixas para o acesso da principal malha suburbana à capital do País
2. Essa construção demorou 10 anos
2. 5 anos depois da obra estar feita, começa-se o alargamento
3. O alargamento até ao Cacém está feito
4. Mas não há vias de acesso decentes ao IC19 no Cacém. Uma delas só daqui a uns 5-6 anos.
5. A outra, ainda nem sequer tem projecto.
6. Porque antes será necessário definir os nós do IC16. Que será a grande alternativa ao IC19.
7. Continua a aumentar o número de habitantes na área servida pelo IC19

Isto significa que talvez daqui a 10 anos já estejam concluídos o IC16 e as vias de acesso ao IC19. Mais ou menos na altura em que se começará a pensar que talvez as 3 faixas ainda não são suficientes.

Um aspecto que não vem mencionado na notícia: de que servem as 3 faixas, se em Pina Manique, à entrada de Lisboa, estas passam para duas, que se juntam com outras duas vindas da CRIL, para servir ao mesmo tempo a 2ª circular e a radial de benfica?! Ora tomem lá outro desenho:

_____2ª circular__Radial de Benfica
_____________ X
__________IC19__CRIL

Vou-me abster de terminar este post com os adjectivos que julgo melhor qualificarem toda esta situação e sobretudo os decisores destas matérias. Não quero ofender as espécies animais ruminantes...

Alegorias da Vida

Não me consigo definir quanto a ser um tipo arrumado ou desarrumado. Os meus pais acham que sou desarrumado. No entanto, basta-me ir a casa do Ricardo para ficar com a certeza que sou um daqueles geeks com as figuras todas do Star Wars organizadas por distância crescente do planeta de origem ao sistema Dagobah.

A verdade é que me é agradável o desleixo total durante alguns dias. Mas inevitavelmente atinjo o ponto de saturação com alguma rapidez. Esta manhã não suportei mais as pilhas de papel, CD's, jornais e dossiers que se acumularam nas últimas semanas em cima da minha secretária. Pus mãos à obra e em 40 minutos conquistei metro e meio de mesa limpa.

A sensação de tarefa cumprida é tranquilizadora. Está tudo arrumado e isso faz-me pensar que conseguirei trabalhar melhor. Que serei mais feliz nesta cadeira ergonómica. Mas... por outro lado, isto assim fica um bocado vazio, né? ...

Penso que se passa um pouco assim com a vida. Andamos tanto tempo no caos e no stress, que ansiamos pela oportunidade de arrumar com tudo e respirar fundo. Quando finalmente o conseguimos, porém, fica uma sensação de vazio. Quase que uma saudade da agitação passada. Limpamos tudo e parece que ficamos mais pobres...

segunda-feira, novembro 27, 2006

...But Trust Me On The Sunscreen

Isto não é bem uma música. Anda lá perto. Para os que não conhecem, é um videoclip um pouco diferente do habitual. Lembro-me de o ver há uns bons anitos, quando ainda tinha tardes livres para desperdiçar com TV.

Aqui fica Baz Lurhman com o seu "Everybody's Free (To Wear Sunscreen)". Do enjoy....

(Outro) Marco Atingido

(a este ritmo, em breve só existirão Mários no mundo)

Já foram mais de 10.000 as vezes que alguém limpou os pés à porta deste ilustre blog! É a maluqueira total na blogosfera! Vejamos os acontecimentos das últimas horas:

- As celebrações:











- A corrida aos computadores. Porque, compreensivelmente, ninguém quer ser o último a deixar um comentário neste blog de economistas sérios e maduros.

- E também porque o último a chegar ao Campolide é um ovo podre.

sexta-feira, novembro 24, 2006

"Isto hoje tá de chuva, ein?" / "Ai Jesus, que é verdade..."

Bela manhã de sexta-feira, esta, em que o S. Pedro nos presenteia com um concurso de wet t-shirt à escala nacional.

Apesar de agrestes, estes dias de mau tempo têm as suas vantagens. Lá está a tal história do relativismo de que se falou há uns meses aqui no blog. Na verdade, sofre-se um bocado a sair da cama e no caminho para o emprego. Por outro lado, não há como ignorar certas vantagens.

Desde logo, a indústria dos chapéus de chuva - ou guarda-chuvas, que ele há pessoas mais sensíveis à semântica - está, aposto, em grande regozijo! Descia eu a estrada para a estação de comboios e pensei "Isto dava uma bela fotografia...", enquanto contemplava o caixote do lixo cheio de chapéus de chuva partidos e, no plano mais afastado, mais um ou dois atravessavem a estrada a arrastarem as suas varetas tortas...

Mas mais importante é a chegada ao emprego, sobretudo hoje que é sexta-feira, dia em que a propensão para a palheta nos empregos é mais notória, como bem notou o nosso camarada bloguista Alex. Há um tema de conversa a todos comum, que torna bem mais agradável, e justificadamente mais prolongado, o arranque dos motores. Toda a gente quer dizer que apanhou uma granda molha e que saíu de casa justamente quando estava a chover mais intensamente! Mesmo que não tenha sido bem assim...

Aliás, o eu estar aqui a mandar estas postas de pescada é o perfeito exemplo deste comportamento. Porque eu só queria mesmo era partilhar com o mundo que apanhei uma granda molha e que saí de casa justamente quando estava a chover mais intensamente. Agora pensem que talvez não tenha sido bem assim...

quinta-feira, novembro 23, 2006

quarta-feira, novembro 22, 2006

Hoje é a brincar

Hoje, mais um dia para nunca esquecer. Houve família. Houve bolinho. Houve amigos. Hoje, o tempo parou. Nada mais existiu. Houve alegria. Houve trabalho. Houve bolinho. Houve colegas de trabalho. Houve pantufas. Houve surpresas. Houve bolinho. Houve responsabilidades. Houve o peso das responsabilidades. Houve, apesar de tudo, um acordar muito pouco penoso.


Hoje, houve uma lágrima no canto do olho, avivada pelo reconforto de Me ter sido dado o privilégio de conviver com colegas e amigos com a mágica capacidade de Me conseguirem fazer sentir muito especial.

terça-feira, novembro 21, 2006

Folhas Caídas

Há um encanto especial nas mudanças de estação. São duas vezes no ano em que há um cheiro novo no ar, estranha-se a temperatura, e vai-se buscar a roupa guardada no baú.

Boa memória, a de sair do comboio em Sete Rios e ir a pé até à faculdade num daqueles primeiros dias de primavera, o sol a queimar, a terra seca, o pólen e o espirro, a sensação, talvez induzida, de ver sorrisos nas caras das outras pessoas. Quase dói, a saudade... Se fosse uma música dos Beatles, a chegada do calor seria I Want To Hold Your Hand. Sing-along a bater palmas, Oh yeah I tell you something...

A chegada do frio não é tão boa. Acho que, por oposição, seria o Norwegian Wood. I once had a girl, or should I say, she once had me... Voz baixa, quase em murmúrio, e toada lenta. Porque é um misto de sensações boas e más. Um agridoce. Como acordar debaixo do peso e calor dos cobertores e ouvir chover lá fora, mas depois perceber que faltam 20 minutos para o despertador tocar.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Yupieeee

GANHÁMOS, GANHÁMOS, GANHÁMOS NO EUROMILHÕES!

Aqui os apostadores da honorável instituição que frequento, finalmente, após 11 meses de travessia do deserto, passadas tempestuosas ventanias por entre dunas, quando a desistência parecia o caminho para nós traçado por Deus, cuspida que foi toda a areia da boca, vêm recompensados os seus esforços com o oásis do Euromilhões!

Ah pois é... E quanto ganhámos nós? Nada mais nada menos do que 240.000 (duzentas e quarenta mil) rupias indonésias! Wooooo hooooo!

São 240 mil mocas que poderão mudar 3 vidas.
São 240 mil biscas que fizeram 3 pessoas felizes.
São 240 mil notas carimbadas com o selo do primeiro dia do resto das nossas vidas.
São boas notícias.
São razões para sorrir.
São 20 euros e 40 cêntimos...

Later on...?