É actual dicutir-se os impactos que têm nas crianças alguns programas de televisão. O wrestling, por exemplo, tem sido sovado a torto e a direito, por
psicólogos, pediatras,
bloggers e até lutadores. Aconselha-se a leitura da
opinião do companheiro, amigo, palhaço Alex.
Pessoalmente, não gosto do wrestling, mas vi o suficiente quando era puto para, na opinião de especialistas, aprender uma série de comportamentos violentos, que, aliás, gosto de praticar nos amigos católicos quando se me acabam os argumentos anti-religião.
Sobretudo acho que esta conversa já fede, de velhinha e decomposta que está, aplicada a tudo quanto é entertenimento infantil. No entanto, dois parágrafos e meios depois do título eis que surge o ponto do meu post, nunca se falou dos efeitos nocivos, prejudiciais e, tomo o atrevimento de escrever, maus! de programas como a Tertúlia Cor-de-Rosa da SIC ou as velhinhas do tricot na TVI.
Em ambos os casos, há personagens a debater roupa e actualidades da sociedade e das revistas cor-de-rosa. Que é como quem diz, a coscuvilhar. Por exemplo, sobre os rumores de que o Cristiano Ronaldo namora com a Diana Chaves, estes comentadores estão lá para contribuir com conversas do género:
- Eles namoram e acho muito bem. Vão ser felizes para sempre
- Nunca vai resultar porque o Cristiano ama de verdade é a Merche
- A Diana é muito inteligente e está bem para o Cristiano
Isto é mau, mas fico com a sensação que escolhi a mais elevada das conversas que esta trupe teve durante... sei lá... a vida toda! Não interessa... O que é espantoso é ninguém reflectir sobre as consequências destes programas! Sobre como alguns dos problemas da nossa sociedade (quadrilhice, desconfiança e tacanhez) são agravados com estas intervenções.
Agora imaginem duas coisas: primeiro, a quantidade de crianças em idade pré-escolar que fica em casa a ver estes programas, e segundo, essas mesmas crianças a formar um exército de adultos que daqui a 20 anos vai andar pelas ruas das nossas cidades a sussurar comentários sobre a roupa das pessoas que por elas passam, enquanto levam penduradas do pescoço as suas duas agulhas de tricot!