quarta-feira, dezembro 06, 2006

Não fui feito para ser estrela

Depois de perder os dois dias de wrestling do ano, conforme noticiado também no blog do Alex, voltei a falhar nos sítios onde ir.

Não é que ontem, decorreu no Colombo uma sessão de autógrafos com o campeão mundial de wrestling, e eu não soube de nada??




Soubesse eu mais cedo, tinha ido lá desafiá-lo para um braço de ferro, e estaria hoje rico e famoso...

terça-feira, dezembro 05, 2006

Tabaco? Não, obrigado.

Não. Eu não. Eu seria incapaz de estar com alguém que fume. Nunca!

Bom... Talvez se encontre por aí uma ou duas excepções. Talvez...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Serve apenas para comunicar que...

eu vim no avião com a Cat Power, o Judah Bauer (da JSBX) e o Greg Foreman (dos The Delta 72) e nem uma foto ou um autografo saquei. Estou a ver que nem com o anúncio da Yorn fico famoso! :)


quinta-feira, novembro 30, 2006

Um Post Baralhado, Para Ordenar

Concluo que existe uma certa comparabilidade com a postura adoptada perante a vida. Nem sempre as coisas fazem sentido. Aliás, parando para pensar, não sei se alguma vez se encontra um sentido. Estuda-se para arranjar trabalho. Trabalha-se para arranjar sustento. Mas onde acaba a lógica? No final de tudo, qual o objectivo? Para mim é como que um puzzle com peças demasiado grandes para se perceber a lógica. Mas uma vez mais, há os que vivem alheados disso, absortos nas suas profissões e famílias, e há os que vivem obcecados pelo problema, angustiados por não perceberem o que andam aqui a fazer. E depois há os ovos como eu, pontualmente maravilhados com as questões sem resposta. Não o suficiente para largarem a sua banal e rotineira existência, mas ainda assim esperançados de um dia vir a encontrar a chave que coloque no devido lugar as peças do puzzle e dê a tudo um sentido.

Permitam-me começar com uma viagem à minha infância, tempo em que, a dado momento, nutri um interesse por puzzles. Julgo que sempre me fascinaram. De um modo passivo é certo, não o suficiente para tomar a iniciativa de comprar um grande puzzle e me dedicar afincadamente a ele, mas encontrava interesse na tarefa de encontrar uma lógica nas peças e construir um todo. Ainda assim, somente uma vez tive um puzzle, não muito grande, 500 peças, não ambicionava a mais. E mesmo este não o cheguei a concluir. Vislumbrava já a torre Eiffel, mas fui derrotado pelo imenso céu azul que a rodeava.

Desde logo, há o tipo de crianças que se agarra ao puzzle como se não houvesse amanhã e só o larga quando estiver completo ou, eventualmente, faz uma pausa se o jantar for bife com esparguete – o meu prato de eleição até aos 12 anos. Por oposição, há os múdos que mexem nas peças, aceitam que as azuis são azuis e nada têm que ver com as amarelas, cagam no puzzle e vão brincar com o He-Man. E há os intermédios – acho que entro aqui – atraídos pela ideia de dar uma lógica às peças, mas que a certa altura desistem, com a atenção atraída por outro qualquer passatempo, ou pelo bife com esparguete.

Esta história da infância é metafórica. Mas faz-me pensar nas diferentes posturas que se adoptam perante um puzzle. Não sou particularmente dado a etiquetar pessoas, mas acho que se podem reconhecer pelo menos 3 tipos de atitudes diferentes.

Baiano cai da espaçonave

Epa completamente inacreditavel. Ao ser verdade seria algo que eu gostaria de ter presenciado (o interrogatorio ao demente).

É so rir.

terça-feira, novembro 28, 2006

Eu Só Queria Comprar Umas Bolachas

Fui comprar bolachas. Chegado ao respectivo corredor no supermercado, reparei na promoção das novas Chiquilín Energy: "¿Te apetece empezar el día con las pilas cargadas a tope?". Marketing agressivo, ein? E claramente dirigido às esposas que compram bolachas para os maridos. Na prateleira ao lado, vi que estavam à venda umas novas bolachas de aveia de uma marca alemã. Chamadas Hobbits.

Naturalmente, trouxe as duas variedades. São bens complementares. Agora perdoem-me que vou cargar as pilas a tope e depois comer umas hobbits alemãs...

Desconstruindo o Mito do IC19

Quero desconstruir a notícia do Diário de Notícias de hoje sobre as passadas, actuais e futuras obras do IC19, mas antes deixem-me fazer um desenho para os que têm a sorte de não conhecer a estrada mais congestionada da Europa e o azar de nunca ter visto um desenho meu:

. ___. ---------- . ------- . ------- .___.
Lisboa__Buraca_______Queluz _____Cacém_____Ranholas___Sintra

Espero que isto não tenha afugentado muita gente.
Da análise da notícia, retiram-se os seguintes factos:

- 1985: início de construção do IC19, entre Buraca e Queluz
- 1995: conclusão da construção de todo o IC19, entre Buraca e Ranholas
- 2000: início das obras de alargamento, no nó de Alfragide
- 2006: alargamento entre Buraca e Cacém concluído

- Final de 2006: conclusão do um dos dois projecto para via de acesso ao IC19 no Cacém
- 2008: estimativa do alargamento até Ranholas


Ou seja, conclui-se que:
1. Construiu-se uma estrada com 2 faixas para o acesso da principal malha suburbana à capital do País
2. Essa construção demorou 10 anos
2. 5 anos depois da obra estar feita, começa-se o alargamento
3. O alargamento até ao Cacém está feito
4. Mas não há vias de acesso decentes ao IC19 no Cacém. Uma delas só daqui a uns 5-6 anos.
5. A outra, ainda nem sequer tem projecto.
6. Porque antes será necessário definir os nós do IC16. Que será a grande alternativa ao IC19.
7. Continua a aumentar o número de habitantes na área servida pelo IC19

Isto significa que talvez daqui a 10 anos já estejam concluídos o IC16 e as vias de acesso ao IC19. Mais ou menos na altura em que se começará a pensar que talvez as 3 faixas ainda não são suficientes.

Um aspecto que não vem mencionado na notícia: de que servem as 3 faixas, se em Pina Manique, à entrada de Lisboa, estas passam para duas, que se juntam com outras duas vindas da CRIL, para servir ao mesmo tempo a 2ª circular e a radial de benfica?! Ora tomem lá outro desenho:

_____2ª circular__Radial de Benfica
_____________ X
__________IC19__CRIL

Vou-me abster de terminar este post com os adjectivos que julgo melhor qualificarem toda esta situação e sobretudo os decisores destas matérias. Não quero ofender as espécies animais ruminantes...

Alegorias da Vida

Não me consigo definir quanto a ser um tipo arrumado ou desarrumado. Os meus pais acham que sou desarrumado. No entanto, basta-me ir a casa do Ricardo para ficar com a certeza que sou um daqueles geeks com as figuras todas do Star Wars organizadas por distância crescente do planeta de origem ao sistema Dagobah.

A verdade é que me é agradável o desleixo total durante alguns dias. Mas inevitavelmente atinjo o ponto de saturação com alguma rapidez. Esta manhã não suportei mais as pilhas de papel, CD's, jornais e dossiers que se acumularam nas últimas semanas em cima da minha secretária. Pus mãos à obra e em 40 minutos conquistei metro e meio de mesa limpa.

A sensação de tarefa cumprida é tranquilizadora. Está tudo arrumado e isso faz-me pensar que conseguirei trabalhar melhor. Que serei mais feliz nesta cadeira ergonómica. Mas... por outro lado, isto assim fica um bocado vazio, né? ...

Penso que se passa um pouco assim com a vida. Andamos tanto tempo no caos e no stress, que ansiamos pela oportunidade de arrumar com tudo e respirar fundo. Quando finalmente o conseguimos, porém, fica uma sensação de vazio. Quase que uma saudade da agitação passada. Limpamos tudo e parece que ficamos mais pobres...

segunda-feira, novembro 27, 2006

...But Trust Me On The Sunscreen

Isto não é bem uma música. Anda lá perto. Para os que não conhecem, é um videoclip um pouco diferente do habitual. Lembro-me de o ver há uns bons anitos, quando ainda tinha tardes livres para desperdiçar com TV.

Aqui fica Baz Lurhman com o seu "Everybody's Free (To Wear Sunscreen)". Do enjoy....

(Outro) Marco Atingido

(a este ritmo, em breve só existirão Mários no mundo)

Já foram mais de 10.000 as vezes que alguém limpou os pés à porta deste ilustre blog! É a maluqueira total na blogosfera! Vejamos os acontecimentos das últimas horas:

- As celebrações:











- A corrida aos computadores. Porque, compreensivelmente, ninguém quer ser o último a deixar um comentário neste blog de economistas sérios e maduros.

- E também porque o último a chegar ao Campolide é um ovo podre.

sexta-feira, novembro 24, 2006

"Isto hoje tá de chuva, ein?" / "Ai Jesus, que é verdade..."

Bela manhã de sexta-feira, esta, em que o S. Pedro nos presenteia com um concurso de wet t-shirt à escala nacional.

Apesar de agrestes, estes dias de mau tempo têm as suas vantagens. Lá está a tal história do relativismo de que se falou há uns meses aqui no blog. Na verdade, sofre-se um bocado a sair da cama e no caminho para o emprego. Por outro lado, não há como ignorar certas vantagens.

Desde logo, a indústria dos chapéus de chuva - ou guarda-chuvas, que ele há pessoas mais sensíveis à semântica - está, aposto, em grande regozijo! Descia eu a estrada para a estação de comboios e pensei "Isto dava uma bela fotografia...", enquanto contemplava o caixote do lixo cheio de chapéus de chuva partidos e, no plano mais afastado, mais um ou dois atravessavem a estrada a arrastarem as suas varetas tortas...

Mas mais importante é a chegada ao emprego, sobretudo hoje que é sexta-feira, dia em que a propensão para a palheta nos empregos é mais notória, como bem notou o nosso camarada bloguista Alex. Há um tema de conversa a todos comum, que torna bem mais agradável, e justificadamente mais prolongado, o arranque dos motores. Toda a gente quer dizer que apanhou uma granda molha e que saíu de casa justamente quando estava a chover mais intensamente! Mesmo que não tenha sido bem assim...

Aliás, o eu estar aqui a mandar estas postas de pescada é o perfeito exemplo deste comportamento. Porque eu só queria mesmo era partilhar com o mundo que apanhei uma granda molha e que saí de casa justamente quando estava a chover mais intensamente. Agora pensem que talvez não tenha sido bem assim...

quinta-feira, novembro 23, 2006

quarta-feira, novembro 22, 2006

Hoje é a brincar

Hoje, mais um dia para nunca esquecer. Houve família. Houve bolinho. Houve amigos. Hoje, o tempo parou. Nada mais existiu. Houve alegria. Houve trabalho. Houve bolinho. Houve colegas de trabalho. Houve pantufas. Houve surpresas. Houve bolinho. Houve responsabilidades. Houve o peso das responsabilidades. Houve, apesar de tudo, um acordar muito pouco penoso.


Hoje, houve uma lágrima no canto do olho, avivada pelo reconforto de Me ter sido dado o privilégio de conviver com colegas e amigos com a mágica capacidade de Me conseguirem fazer sentir muito especial.

terça-feira, novembro 21, 2006

Folhas Caídas

Há um encanto especial nas mudanças de estação. São duas vezes no ano em que há um cheiro novo no ar, estranha-se a temperatura, e vai-se buscar a roupa guardada no baú.

Boa memória, a de sair do comboio em Sete Rios e ir a pé até à faculdade num daqueles primeiros dias de primavera, o sol a queimar, a terra seca, o pólen e o espirro, a sensação, talvez induzida, de ver sorrisos nas caras das outras pessoas. Quase dói, a saudade... Se fosse uma música dos Beatles, a chegada do calor seria I Want To Hold Your Hand. Sing-along a bater palmas, Oh yeah I tell you something...

A chegada do frio não é tão boa. Acho que, por oposição, seria o Norwegian Wood. I once had a girl, or should I say, she once had me... Voz baixa, quase em murmúrio, e toada lenta. Porque é um misto de sensações boas e más. Um agridoce. Como acordar debaixo do peso e calor dos cobertores e ouvir chover lá fora, mas depois perceber que faltam 20 minutos para o despertador tocar.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Yupieeee

GANHÁMOS, GANHÁMOS, GANHÁMOS NO EUROMILHÕES!

Aqui os apostadores da honorável instituição que frequento, finalmente, após 11 meses de travessia do deserto, passadas tempestuosas ventanias por entre dunas, quando a desistência parecia o caminho para nós traçado por Deus, cuspida que foi toda a areia da boca, vêm recompensados os seus esforços com o oásis do Euromilhões!

Ah pois é... E quanto ganhámos nós? Nada mais nada menos do que 240.000 (duzentas e quarenta mil) rupias indonésias! Wooooo hooooo!

São 240 mil mocas que poderão mudar 3 vidas.
São 240 mil biscas que fizeram 3 pessoas felizes.
São 240 mil notas carimbadas com o selo do primeiro dia do resto das nossas vidas.
São boas notícias.
São razões para sorrir.
São 20 euros e 40 cêntimos...

Later on...?

domingo, novembro 19, 2006

Fomos Tomar Ar

"Tomar-a que corra tudo bem", dizia-me a mãezinha à minha partida para o fim-de-semana fora. "Só vamos Tomar ar do campo ao Ribatejo e domingo estamos de volta", respondi-lhe . "Se Tomar-em muitos copos não conduzam!", aconselhou-me. E nós Tomar-mos este e outros conselhos em consideração.

Um belo fim-de-semana na província, com direito a caça, pinga, música, sensualidade, wrestiling e muita curtição. Que mais se pode pedir? Venha o próximo...

Entretanto, aqui ficam alguns registos fotográficos. Apenas quatro, dado o conteúdo escandalosamente erótico de uma parte significativa do portfolio, e o facto de, com alguma tristeza o constato, não se ter chegado a tirar a foto do plantel completo.



















sexta-feira, novembro 17, 2006

Uma aula de motivação com Josef Climber

quinta-feira, novembro 16, 2006

A Não Perder Mesmo

Estreia hoje "La Science Des Rêves", o novo filme do Michel Gondry. A quem o nome não disser nada, estamos a falar do realizador do "Eternal Sunshine of the Spotless Mind", provavelmente o filme mais original dos últimos anos, e um dos melhores desde... aaa... hummm.... epá, desde sempre...
Isto dito assim, pesa um bocado, mas desculpem lá, é o que eu acho.

Portanto, este aqui vou ver de certeza. Nem que a porca torça o rabo!


PS - A quem ainda não viu o "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" (Despertar da Mente), opá, mas que raio andam vocês a fazer na Internet a estas horas?! Vão mas é alugar o filme que já levam uns bons dois aninhos de atraso...

Good Vibrations

Hoje acordei com Música.

No caminho para o trabalho, fui Fred Astaire a pular nas ruas e saltar nas poças. No escritório, vejo a sala de cima da secretária, o candeeiro já gira no ar em torno de mim e os papéis caem à passagem dos meus sapatos desatados, enquanto esvazio o ar dos pulmões a gritar "I'm picking up good vibrations..."!

Pelo menos assim me sinto. Mas este mundo corporativo oprime-me e contém a energia musical que hoje me percorre num compassado bater do pé no chão e num ritmo do nó dos dedos na mesa...

Hoje sou uma clave de sol.