segunda-feira, setembro 11, 2006

Retalhos de um fim-de-semana

i. Jantarada animada no Hard Rock Café. Jantar típico masculino, com muito humor à mistura. Houve tempo para contar, pela milésima vez, as histórias fantásticas dos tempos dos Salesianos, que ao contrário do que seria de esperar conseguem tornar-se cada vez mais engraçadas. Houve tempo para gozar com as insistentes e deprimentes manias das dietas de alguns. Houve ainda tempo para encher a pança com ribs à moda do Tennessee ou lá de que terra era aquela arroba de costeletas que apareceu a transbordar no meu pratinho. Faltou, no entanto, alguma pachorra para lidar com a empregada mais sarcástica que, muito provavelmente, virei a encontrar no mundo.

ii. 2º Red Bull Flugtag Portugal: «o sonho de voar e o pesadelo de cair à água». Com animação de Unas e Alvim, foi a loucura total, exceptuando eventualmente para os miúdos que se perderam dos pais, para os velhotes que se perderam dos filhos ou para as mulheres que se perderam dos maridos... Foi um fartote, que culminou com a atribuição do primeiro prémio para a equipa de Arruda dos Vinhos. Desconhecendo qual o prémio para os vencedores, estou em crer que a Red Bull se encarregará de arranjar qualquer coisa alucinante, pois o prémio entregue aos mais originais foi, nada mais, nada menos, que a oferta de um salto tandem (pára-quedismo com acompanhamento de um instrutor). No fundo, algo condizente com o lema: «Red Bull dá-te aaasas!».

iii. «SuperMaxi» a 0,5 €. Trata-se de um preço simbólico atribuído a um dos mais históricos gelados que se venderam em Portugal, que surge em jeito de celebração do seu trigésimo aniversário. Tempos houve em que a mascote era metade canina, metade humana. Posteriormente, evoluiu para cão e até ganhou uma capa de super-herói, a condizer com o nome. Nos anúncios actuais, o SuperMaxi é um cão de pêlo castanho e orelhas a abanar, que gosta de dançar com o pirata Perna-de-Pau e o miúdo Epá, que tem uma mãe extremosa que elogia as vantagens nutritivas de comer gelados.

iv. «Diarios de motocicleta», que, por vinte e duas mil razões e mais alguma, saltou directamente para o meu top dos filmes favoritos.


v. Futebolada no Estádio da Luz. Tratou-se da minha estreia nas bancadas do novo estádio do Benfica, apadrinhada com uma exibição de encher o olho de um meio-campo incrível do FCP; seguida de umas cenas de tiroteio na Quinta da Luz, como se estivéssemos num qualquer país da América do Sul, com direito a perseguições policiais e tudo.

domingo, setembro 10, 2006

Numa Tarde de Domingo

Pedalo por entre as árvores.

O ar a bater no peito, a adrenalina nas descidas, pássaros levantam voo à passagem, esquilos em fuga, pernas empoeiradas, pernas cansadas, pulsos dormentes, o sol a esconder-se entre as árvores, a curva da estrada bem ao fundo, fugir às pedras, boca seca, água fresca, encher o peito de ar, e, no final, o desejo de voltar.

Para não me esquecer como é bom andar de bicicleta numa tarde de Domingo...

Charlotte Gera Corrida às Bancas

Segundo o próprio jornal, o Expresso desta semana esgotou logo pela manhã de Sábado.
A notícia refere que os factores terão sido a mudança de formato e a descida do preço do jornal. É um argumento. Outro ponto de vista seria pensar que o sucesso da tiragem tem a ver com a oferta do DVD do Lost In Translation com cada jornal.

Seja como for, o que isto significa é que desde ontem passou a haver mais 160 mil exemplares deste filme a circularem em Portugal. Por este andar, muito em breve poder-se-á realizar a sondagem de interesse nacional por que tantos aqui na redacção do blog ansiamos:

"É Charlotte uma personagem intelectualmente estimulante?".

A Melhor Música dos Anos... 90?!

Bendito seja o Youtube, por nos dar estas pérolas:

sexta-feira, setembro 08, 2006

Concertos

Já faltam poucos...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Trivia

Hoje não é um dia especial, e portanto não é de esperar que se proceda a qualquer exercício de revisita ao passado, coisa mais típica de programas de fim de ano, século ou, ocasionalmente, milénio.

Mas que interessa isso estando eu sentado ao computador às dez da noite, sem ter jantado e somente lanchado mal e porcamente, com a mente vidrada na fantástica pizza que comi anteontem ao almoço?

Nada. Logo, mal não virá ao Mundo, que é como quem diz à Terra, se eu fizer aqui o meu exercício de revisitação do século e atribuir à pizza, de uma forma geral e não especificamente à que comi anteontem, a nobre distinção de Comida do Século XX, com direito a maiúsculas!

A título de curiosidade, informo que os antepassados da pizza remontam ao século III AC, mas foi só no século XVIII que ela se tornou mais parecida com a que conhecemos hoje em dia, tendo as famílias pobres da região de Nápoles passado a pôr na massa o tomate, que era um alimento que se temia então ser tóxico, e restos de outras refeições. Ao fim de algum tempo ganhou popularidade.

A diáspora da pizza pelo Mundo só aconteceu, todavia, no século XX, primeiro através dos emigrantes italianos, e depois através das cadeias de restaurantes americanas.

Em 200 anos, a pizza passou de comida de recurso a uma das refeições mais populares do Mundo, ou Terra. Tanto pode custar 2 euros numa barraquita de rua quanto 20 euros num restaurante finório. É uma comida de pobres, de ricos e até de tartarugas mutantes. Não olha a classes. E é diversa, porque pode ter peixe, carne, ambos ou nenhum. E combina o paladar da cobertura com os temperos do tomate e do queijo e o enchumaço de uma boa massa. Acima de tudo, a pizza é boa!

E agora vou-me deitar antes que o telefone salte espontaneamente para a minha mão e eu sem querer pressione as teclas 707221122 por esta ordem...

A Melhor Música dos Anos 80 (post 3)

O camaleão David Bowie pode muito ser um dos mais importante e influentes músicos das últimas décadas. E se for forçado a escolher, de entre toda a sua vasta, diversa e repleta de hits discografia, a melhor música, hesito. Mas não durante muito tempo.

Basta-me recordar uma performance ao vivo no recente Storytellers (excelente conceito lançado pelo VH1), em que David Bowie e companhia mostram como se faz música...

A minha terceira sugestão para melhor música dos anos 80 é China Girl.

Se o Paulo acha que devia ser a música do Verão, quem sou eu para dizer que não?!

Não obstante o intensivo treino dos meus moves de B-Boy e skills de MC, nos últimos dias fiz terapia voluntária da pesada de uma banda diferente, que me chegou ao conhecimento através do nosso sempre atento amigo judoca Paulo.

Refiro-me aos I'm From Barcelona. São um... como se diz isto?... Tipo dueto ou quarteto só que para 29 gajos e gajas?... Tratando-se de uma banda composta por 29 músicos suecos que se chama I'm From Barcelona, acho portanto que originalidade não é um assunto!

O Paulo fez as honras da apresentação num post datado de Julho, com direito a vídeo do alucinante concerto da banda em Barcelona, em que, parece, se rondou a loucura!

No entanto, não se percebe bem a música. E como eu sei que pelo menos o Tosttas aprecia o produto made in Sweden, aqui deixo o link para o clip. De nada.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Um Dread Numa Gravata

Yo, listen up! Desde que comprei a minha nova gadget musical (presumo-me livre de atribuir a um estrangeirismo o sexo que quero), tenho ouvido muita música no emprego. Um pouco de tudo. Confronto-me agora com a recente descoberta da música ideal para fomentar a produtividade. Não é clássica, nem rock, nem pop. É mesmo hip-hop!

Hip-hop... Pensamento assustador, o de estarem os dreads com quem gozei toda uma vida alguns passitos à frente em termos musicais... Não todos. Só os que percebem as letras.

E a pica do hip-hop no trabalho reside especialmente aí: as letras. Quanto mais potentes e ameaçadoras, melhor se sente um dread! É ver o boss a aproximar-se enquanto os nosso ouvidos rebentam de poesia:

"Right now I'm on the edge, so don't push me
Fill your ass up with lead, so don't push me"

"O motherfucking boss que venha cá chatear que aqui o nigga já lhas conta..."

- Caixa, podes adiantar isto no fim-de-semana, certo?
"...Once I squeeze the first shot
No I aint stopping till my clip is empty..."

- Sim, claro que sim...

"Man, nothing but a white pussy am I...
Kick this chair, just hang me in a pink tie..."

terça-feira, setembro 05, 2006

Come on, Andre!

Tenho a sensação de que, ao longo da minha vida, irei assistir a muito mais despedidas de desportistas do que o meu pai. Por um lado, por ser adepto de diversos desportos; por outro lado, por ter começado muito precocemente; e, sobretudo, porque o meu pai nunca ligou a essas coisas.

A mais recente teve lugar este Sábado, dia 2 de Setembro. Enquanto a elite nacional do bigode se encontrava reunida em Castelo Branco, Andre Agassi despediu-se da sua vida de tenista profissional, após derrota na terceira ronda do US OPEN.

Agassi despediu-se em lágrimas, perante uma multidão apoteótica que o aplaudia efusivamente. Foi a última partida no ATP Tour de um grande campeão: ganhou oito títulos do Grand Slam, e é um dos cinco tenistas que conseguiu vencer os quatro torneios do Grand Slam.

Ainda que parecesse incrivelmente difícil, o mundo do ténis encontrou facilmente uns dignos herdeiros da geração de Sampras e Agassi, podendo agora recordar para todo o sempre os eternos duelos que se incendiaram nos courts ao som de «come on, Andre!» e «come on, Pete!».

segunda-feira, setembro 04, 2006

Mais loucura, mais baixo, mais hasselhoff




E eu a pensar que não era possivel bater mais baixo. Agora ja teve de usar as personagens que o idolatrizaram...

domingo, setembro 03, 2006

Convívio Nacional dos Bigodes

A segunda edição do Convívio Nacional dos Bigodes realizou-se este Sábado, em Castelo Branco.

Há quem garanta que conseguiram juntar a elite nacional do bigode. Pessoalmente, não tenho a mais pequena ideia se, de facto, o fizeram ou não. Apenas decidi comentar este salutar evento social, pela crescente necessidade que tenho vindo a sentir de um dia realizarmos o nosso jantar do bigode.

Estou convicto que, um dia, esse jantar realizar-se-á!

Concorrência mais-que-perfeita

Esqueçamos tudo o que aprendemos sobre mercados concorrenciais. Quando se fala de cosméticos, nada disso importa. Outros valores mais altos se levantam. Venha a concorrência feroz!

Os astros da L’Oreal não se encontram tão equilibrados como antigamente. Virginie LeDoyen, Natália Vodianova e umas outras senhoras encantadoras ainda vão conseguindo valer os seus fortes atributos, mas a L’Oreal parece decidida a centrar-se na sua mais recente pérola: Scarlett Johansson.


Por outro lado, no planeta Maybelline as apostas de sucesso dos últimos anos parecem continuar a gerar furor. Contando com Kristin Davis (a Charlotte de Sex and the City) para a cara da Maybelline New York, as fogosas aparições de Josie Maran e Adriana Lima vão chegando para entusiasmar quem usa e gosta de cosméticos e, sobretudo, quem não usa...

sexta-feira, setembro 01, 2006

A Gente Vai Continuar

Um eventual desejo de auto-flagelação, ou mera curiosidade, impele-me a solicitar comentários ou posts relativos ao concerto de ontem no Casino Estoril deste senhor:


Confio que entre Valverde - o nosso agente na Linha -, Ricardo - o Rei do Apocalipse à beira de um ataque de nervos - e o próprio Jorge Palma - um tipo tão simples que ninguém percebe de vista quão genial artista é, e que, portanto, poderá perfeitamente vir parar a este blog de economistas ao casualmente googlar "the social impacts of deadweight loss in a taxed economy" -, ... recupera fôlego... -, alguém me possa elucidar sobre o que perdi.

Mas enfim, "tira a mão do queixo, não penses mais nisso"...

Vozes

«The gunfire around us makes it hard to hear. But the human voice is different from other sounds. It can be heard over noises that bury everything else. Even when it's not shouting. Even when it's just a whisper. Even the lowest whisper can be heard over armies... when it's telling the truth.»

Esta envolvente passagem do filme «The Interpreter», de Sydney Pollack, alimenta-me a introspecção. A ideia do mais ténue sussurro conseguir sobrepor-se ao clamor das armas faz-me pensar na história da humanidade. Claramente, a voz humana é uma ferramenta crucial para a comunicação e persuasão. Há vozes de memória, há vozes femininas que jamais esquecerei; e, muito acima de todas as cotações inimagináveis, haverá sempre as vozes universais.

O último homem

Há quem julgue Nietzsche como quem melhor entendeu o século XX. Por não me identificar com a generalidade das suas ideias que conheço, abstenho-me de comentar. Entristece-me, por conseguinte, que um dos meus ídolos consiga ser tão representativo do «último homem».

Esta teoria de Nietzsche deu-nos a conhecer o homem como um indivíduo sem transcendentalismos e com tendências meramente egocêntricas, que procura, acima de tudo, a sua própria felicidade; Jerry Seinfeld e Larry David deram-nos a conhecer George Costanza.

George Costanza é, na minha opinião, a personagem mais espantosa alguma vez criada, naquela que julgo ser a sitcom mais conseguida de sempre. «Seinfeld» é tão inacreditável que qualquer tentativa de explicar a magia associada a cada episódio se torna uma autêntica quimera. Não ouso, portanto, tentar enveredar por esse caminho. Inclusivamente, derrubo o meu cego orgulho e recorro à preciosa utilidade do «You Tube» na demonstração de algumas das mais famosas peripécias do programa sobre nada que virou culto, em parte devido à enorme simplicidade e transparência do programa, que permitiu sobressair a amizade entre os principais actores.

Por seu lado, o culto virou oportunidade. E, mesmo aí, conseguiram ser grandiosos: resistiram. Pararam quando acharam conveniente, no auge da fama; sobreviveram às mais diversas possibilidades de descaracterização de personagens e teorias, tendo, ainda assim, conseguido participar em alguns eventos publicitários de qualidade, como como a saga de Seinfeld & Superman (I e II), que surgiu como resultado do sucesso alcançado por diversas teorias discutidas ao longo de alguns episódios, sobre os super-poderes do Super-Homem, a possibilidade do Super-Homem ter super-humor e o Mundo Bizzarro do Super-Homem.


Os minutos que antecedem um episódio de «Seinfeld» parecem-me sempre infindáveis. Servem para aumentar, drástica e vertiginosamente, as desmedidas expectativas, que, apesar de tudo, conseguem sempre ser superadas.

Acabem com a minha desgraça

O horror, a desgraça, o desatino, o desespero, a demência a instalar-se... este é o meu último dia de férias. Questiono-me: Mas que raio fiz eu estas férias? Certamente pouco do que tinha planeado. Certamente pouco aproveitei.
Mas ficarão na minha mente, quando recomeçar o periodo laboral: as manhãs na cama sem me querer levantar; as noites acordado até ver nascer o sol; as palhaçadas com os amigos; os momentos de paixão.... aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah este é o último dia!

quinta-feira, agosto 31, 2006

Perdão?

A propósito da novela sem fim à vista, parece que o presidente do Gil Vicente terá dito que o caso Mateus está a ultrapassar as fronteiras da Europa e do Mundo. Finalmente o resto do Universo vai poder render-se ao futebol!

Suspiros

Por vezes, a irracionalidade e a falta de controlo fazem-me pensar:

- Raios partam os sentimentos!

Pai de Filhos

Em divergência com os anteriores, este post vai ser materialista. Eis o meu novo baby:


O meu Creative Zen Micro Photo 8 gigas. Gosto muito dele. Tanto que, para lhe dar as boas vindas lá a casa, até lhe cedi o meu quarto (o pobre teve de ficar ligado ao computador a noite toda para carregar a bateria) e fui dormir para o sofá. Isto é altruísmo as pure as it gets!

Positivo:
- É pequeno e bem parecido. Acho que não é muito fotogénico, porque ao vivo é bem mais bonito que na foto.
- Os controlos são fáceis, e com o tempo devem ficar melhor ainda. Em comparação com o iPod, tem a vantagem de não ter de andar com o dedo à roda. Por outro lado, o iPod corre a lista toda mais depressa do que este.
- Menús intuitivos e acessíveis.
- Bateria substituível.

Negativo:
- Distorção de graves em músicas com baixos pesados, quando o Bass Boost está ligado.
- Bateria a carregar pelo computador. Não percebo esta imbecilidade dos fabricantes de leitores de MP3!
- Bateria parece-me que não vai durar as 15 horas que são publicitadas.

E prontos, cá vou continuar a desbundar os meus 8 gigas em shuffle... Faço figas para a próxima ser do Kanye West para pôr a gravata na testa e gritar bem alto "If the manager insutls me again, I will be assaulting him...". Yo!