«Os homens estão acima das mulheres, porque Deus favorece uns em detrimento de outros, e porque eles gastam parte das suas riquezas em favor delas.»
Eis um exemplo que me impossibilita pensar em superioridades masculinas:
Os pensamentos livres de um grupo de economistas com ligações sentimentais ao Colégio de Campolide e respectivas, por ordem de importância, cantinas e mesas de ping-pong e matrecos








You Are Cookie Monster |
![]() Misunderstood as a primal monster, you're a true hedonist with a huge sweet tooth. You are usually feeling: Hungry. Cookies are preferred, but you'll eat anything if cookies aren't around. You are famous for: Your slightly crazy eyes and usual way of speaking How you life your life: In the moment. "Me want COOKIE!" |








Motivado por recentes discussões sobre música havidas com amigos, lembrei-me de uma cena que vi recentemente num canal de música. Um qualquer programa sobre momentos infelizes de estrelas da música incluía um excerto de uma entrevista ao Shaggy (principal culpado por atentados como "Mr. Bombastic" , "Angel" e outros de não menor calibre mas que por sorte falharam o alvo), em que este dizia qualquer coisa como: 
Mais triste ainda é pensar na quantidade de gajos e gajas que trabalha assim, fazendo milhões à custa da imensa multidão de totós que pensa que a música epá é fixe e tal... Provavelmente o mesmo tipo de pessoas que nomeia a rádio Cidade e a RFM para melhor rádio do ano nuns prémios quaisquer que foram atribuídos aqui há umas semanas.
O Abominável João César das Neves volta à carga no DN de hoje, com mais uma construtiva crónica sobre o pecado e a imoralidade da homossexualidade.
Entre outras relíquias do pensamento conservador, somos hoje brindados com teorias sobre como a sexualidade é uma opção de cada um ou como, caso se venha a confirmar que é determinada geneticamente, tal facto não torna a homossexualidade tolerável nem boa, à semelhança do mogolismo. Outro ponto interessante é a defesa da perspectiva Católica que argumenta ser a homossexualidade uma "depravação grave, intrinsecamente desordenada... ".
Apesar do arcaismo das ideias do Abominável, não consigo evitar o prazer de ler as suas crónicas. Não só por ele apresentar bem os seus argumentos, mas sobretudo pela oportunidade de perceber o radicalismo que persiste numa sociedade que tendemos a percepcionar como moderada.
http://dn.sapo.pt/2006/05/22/opiniao/genetica_preconceito_e_ditadura.html

8h30 da manhã aproximadamente. Estou parado no primeiro lugar de uma fila antes de um sinal vermelho em Lisboa, numa rua não muito movimentada. O tipo atrás de mim buzina no momento em que o sinal fica verde. Olho pelo espelho, vejo um Mercedes preto brilhante e ao volante um pintas, com fatiote janota, de óculos escuros e gel no cabelo. Fosse ele mais bonito, quase seria parecido comigo. Mas não. O pintas está a esbracejar e a mexer os lábios, e assim fica durante uns bons segundos, mesmo com os carros já em andamento. Quase o imagino a debitar filosofia: "Mexe-te car@lho!".
Esta ocorrência tira-me momentaneamente o sono e deixa-me revoltado. Ali estava no carro atrás do meu, o perfeito exemplo do tuga mais odioso. 30 e poucos anos, bom emprego, algum dinheiro, e duas boas doses de stress e tacanhez. Em boa verdade, não consigo evitar o pensamento de que o pintas é o tipo que chega ao escritório e não diz bom dia aos colegas. É o tipo que quando lhe apresentam alguém que não lhe é importante, estende a mão sem olhar para a pessoa e murmura "prazer" entre dentes. É o tipo que anda na auto-estrada a 180km/h no seu Mercedes, conta aos amigos que anda a 200, faz pouco dos que andam a 140 e indigna-se quando é multado. É o tipo que toda a vida viu cinema e ouviu música, mas cujo filme favorito é o "Perdido em Combate" com o Chuck Norris e a banda favorita os Delfins.
Claro que também é possível que seja simplesmente o tipo porreiro que acordou mal disposto ou a quem a mulher chagou a cabeça de manhã. Mas ainda assim, não quis perder a oportunidade de desabafar o que penso sobre o que por aqui vou vendo mais frequentemente do que gostaria.



Quero partilhar convosco uma situação que me irrita profundamente. Muitas pessoas têm uma necessidade incrível de se auto-promoverem. Penso, até, que muitas das coisas que fazem, não é por convicção pessoal, mas sim para se poderem congratular perante os outros. Ora, se é verdade que todos gostamos de ver reconhecidos os nossos feitos, não menos verdade é o ridiculo da auto-promoção. Devo esclarecer, que para mim é muito fácil detectar o grau de basófia de uma pessoa. O "armar-se em bom" para mim não é mais que um sintoma de uma clara falta de confiança. O facto de afirmar perante os outros: "sou muita bom", na verdade não é uma afirmação, mas sim uma interrogação.
Devo dizer, que me irrita bastante ouvir a minha mãe falar com outras mães sobre os filhos. É para mim irrelevante que a minha mãe se orgulhe das minhas qualidades. A questão que se coloca é se se orgulha de mim e até que ponto foi preponderante no meu percurso de vida. Gostar duma pessoa pelas suas qualidades é muito fácil.
Já que estou a pegar neste assunto, devo acrescentar que também me irrita a arrogância de muitas pessoas. Quando me refiro a arrogância, quero mencionar um tipo de atitude que considera as outras pessoas como inferiores apenas por terem formações diferentes ou opiniões divergentes. Neste campo devo dizer que os políticos são claros exemplos. Refiro-me a todos os quadrantes.
Dou portanto bastante valor ao meu pai. Sei que mesmo no casos de: mudança para outro clube, homosexalidade ou tornar-me abstémio, ele se orgulharia sempre de mim. Bem se calhar estou a exagerar...acho que o meu pai não iria tolerar uma mudança de clube...
Devo dizer que nunca fui de me andar a "armar aos cucos", mas tenho de confessar que houve alturas da minha vida em que os pés descolaram do chão, mas consegui sempre voltar à Terra e perceber todas as lições de humildade que a vida nos reserva. E são muitas mesmo. Pena é que muitas vezes não sejam explicitas e muitos não as percebam.