terça-feira, agosto 15, 2006

The Unifying Theory of Life

by Sick Boy:
- Well, at one time, you've got it, and then you lose it, and it's gone for ever. All walks of life: George Best, for example, had it and lost it, or David Bowie, or Lou Reed...
(...)
- Right. So we all get old and then we can't hack it any more. Is that it?
- Yeah.
- That's your theory?
- Yeah. Beautifully fucking illustrated!



A Unifying Theory of Life é mais do que um dos incontáveis momentos de genial interesse do Trainspotting. Mesmo depois de vigorosamente debatida entre alguns de nós, com ameaças de puxões de cabelo e de "vou contar à minha mãe", e apesar de estupidamente simples, continuo a achar que é quase ciência.

Amigos e amigas, a partir de algum momento, todos os grandes perdem aquele quê especial. E isso significa que não assitir ao concerto desta noite do Morrissey, esse repetitivamente excelente músico, poderá não ser assim tão mau...

Mais importante que o meu pequeno drama, aqui deixo a sugestão, muito muito enfatizada, para verem, ou, se for o caso, reverem, o dramático, hilariante e inspirador filme que é o Trainspotting!

segunda-feira, agosto 14, 2006

A Melhor Música dos Anos 80 (post 2)

Tendo a minha primeira sugestão sido mal acolhida pela mui extensa, e não menos intensa, audiência cá do canto, engoli em seco e pensei para com os meus botões: "Desta vez vou arrasar tanto com eles, que a caixa de comentários há-de rebentar pelas virtuais costuras!"...

E então ocorreu-me, com um plim, aquela que é uma música de eleição de qualquer lamechas com um mínimo de dignidade, não sabendo eu, pelo factor dignidade, se é bem esse o caso do Ricardo.

"Boys Don't Cry", dos The Cure, faz-me sempre pensar na música britânica dos anos 80, tal como a recordo do tempo em que ainda não fazia a barba. E faz-me também pensar nesta fase mais recente da minha vida em que voltei a ouvir estes malucos de cara pintada, para aí de há uns 4 anos para cá, e nos momentos em que, sentindo-me triste, deprimido, sozinho ou arrependido, agarrava na viola, cantarolava "Cause boys don't cry...", e tudo parecia ficar um bocadinho menos mau...

Vem Brincar, Traz Um Amigo Teu...

Passado que está mais um fim-de-semana entre amigos, sobram as memórias e uma ligeira ressaca emocional e física no regresso ao trabalho. Desta vez, deslocámo-nos até ao parque de campismo do Luso. Instalámo-nos num pequeno bungalow, mas com espaço para todos e ainda com cozinha, casa-de-banho e camas que rangiam sob as movimentações de mais de 90 kg de massa corporal de alguns dos ocupantes.

O parque de campismo é simpático, pequeno, sossegado e com campo polidesportivo. Mas não tem piscina, como pensávamos quando saímos a correr do bunglaow, equipados com fatos-de-banho, chinelos e toalhas às costas. Julgo ter também vislumbrado um patinho de borracha e uma bóia de cintura com a cara do Mickey.

Quanto ao enquadramento sócio-económico-geográfico-cultural da região, o leitão da Mealhada é muita bom! Bem perto tínhamos a serra do Buçaco, por onde trilhámos os caminhos em busca de fontes com água fresquinha, e a cidade de Coimbra, onde em vão procurámos uma padaria / pastelaria com bolinhos quentes às 3 da manhã. De referir ainda a ida à bem frequentada praia da Figueira da Foz.

Foi sentida a ausência daqueles que não puderam comparecer, mas a esses informo que, apesar de tudo, assegurámos um bom nível de interesse nas discussões que tiveram lugar. Senão reparem nos temas que, entre outros, foram abordados: composição química do cimento, fetiches de pés, cliquer, importância dos amigos no fomento de novas amizades, swing, top de profissões excitantes, banda sonora original da Rua Sésamo, e como perder a carteira, o telemóvel, a mala, e, eventualmente, a sanidade.

Um forte abraço a todos, na expectativa da próxima reunião!

sexta-feira, agosto 11, 2006

Um Post Que Relaciona

Neste blog tudo tem um sentido. Por vezes, coisas são escritas que até dois sentidos têm. Como o Valverde.

Não foi portanto à toa que aqui coloquei uma obra poética sobre a minha bicicleta. Tão pouco foi à toa que aqui escrevi sobre o Obikwelu. Estas coisas estão relacionadas, porque eu sou assolado por um medo. O meu medo é: será que se o Obikwelu e eu fizéssemos uma corrida de 100 metros, ele a pé e eu na minha bina, eu perdia?

Fiz as contas e, considerando que o Obikwelu fez os 100 m em 9,9 segundos, deduzi que a sua velocidade média foi de 36 km/h. O gajo é rápido...

Ora eu não sei qual a minha velocidade média em percurso recto numa bicicleta, mas sei que não consigo arrancar à maluca e que só deveria atingir a minha quase estupidificante velocidade de ponta na parte final da corrida. Ou isso ou nunca.

O risco de uma derrota existe, mas se o Francis aceitar o desafio, pois eu não sou homem de virar costas e afastar-me de um duelo. Até porque ele podia ficar chateado e desatar a correr atrás de mim.

A Eterna Prepotência

Está calor e refrescar sabe bem. Aproveito por isso para refrescar a memória dos ilustres visitantes desta casa com um link para um antigo mas actual post do Tosttas, com dois tês, sobre a malvadez dos barbeiros.

Como fui durante anos o meu próprio profissional capilar, que acho ser termo com melhor sonoridade, ainda que ligeiramente snob, do que barbeiro... Como fui durante anos o meu próprio profissional capilar, escrevia eu, só nos meses recentes pude comprovar na pele a verdade desta teoria.

Pois não é que esta semana me dirijo ao cabeleireiro, onde sou recebido por esta profissional:



que, por sua vez, me toma da mão o casaco e a mala, pedindo-me depois para seguir o seu colega:



A requintada malvadez do caso invade-me o pensamento, enquanto solto um grito surdo ao mundo: "F... Oh Não!"

Mas como o pior de tudo é sempre o inesperado, sucede que o corte de cabelo ficou bem melhor do que aquele que uma outra colega destes dois ruins me fez aqui há uns meses... E agora?! Como lido eu com isto?!

Boa musica

Epa venho presentiar-vos com algo que me mostraram ontem.

O nome é Howie Day (25 anos)
A musica é a Ghost.

Se repararem, ele primeiro faz batidas com delay e grava um loop, depois faz slide e grava outro loop. Tendo esses loops como acompanhamento, começa a tocar. Isto é bom!

quinta-feira, agosto 10, 2006

A Melhor Música dos Anos 80 (post 1)

O Morrissey é o maior! Todos sabem disto. Bom, nem todos... Há quem ache que a sua música é repetitiva. Por isso mesmo, e talvez motivado pelo especial gosto que tenho em polemizar, ora tomem lá!, questões com os amigos, venho aqui tentar deixar bem clara a minha posição.

O contexto é o da discussão sobre qual a melhor música dos anos 80. Porreiro, não?

E o ponto particular é a minha sugestão de uma primeira e forte candidata. Trata-se de “There Is A Light That Never Goes Out”, dos velhinhos Smiths, e autoria de Morrissey e Johnny Marr (suponho que também da banda). Foi incluída no álbum “The Queen Is Dead”, que celebra agora os seus honrosos 20 anos.

A música fala sobre abandono, solidão e desespero, e as consequentes necessidade da companhia de uma outra pessoa, vontade de alienação, e desprendimento da vida... Quem não passou já por isto?

Para além disto, conta com alguns dos versos mais memoráveis de sempre, tipo “Take me out tonight / Cause I want to see people and I want to see light”, e uma sonoridade que em nada disfarça o carimbo dos 80’s. É o tipo de canção cujos primeiros acordes me despertam uma quase irreprimível vontade de estalar os dedos, bater o pé, abanar a cabeça para o lado e desatar a cantarolar, e que portanto é lixada de se ouvir nos elevadores cheios de gente aqui do Atrium...



Agora fico na expectativa do vosso contraditório e das vossas próprias sugestões.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Obikweeeeeluuuuuuuuuu

Medalha de ouro para o Francis Obikwelu nos 100 metros dos Campeonatos da Europa de Atletismo. Parabéns ao Francis e parabéns ao Valverde, profundo conhecedor dos tempos e medidas do atleta.

Para quem não viu ainda, aqui fica o registo do alucinante sprint do Obikwelu, depois de uma má partida:



Agora imaginem se a velhinha dos anúncios da netcabo também corresse...

PS - Esta vitória serve também para provar que o sector nacional da construção civil não é só corrupção como se comenta por aí à boca cheia. Afinal também forma grandes profissionais!

Ele Há Coisas

Um dos meus 5 bosses tem um computador todo bonitinho, apesar de já com cerca de 2 anos e tal, em cujo teclado estão colados dois autocolantes sujos e já despegados na ponta. Estes autocolantes seguram uma tampinha que protege as teclas de atalho (acesso ao “My Documents”, controlos de som, etc...), contendo cada um, em letras gordas, a seguinte inscrição: “Please remove before use”.

Acho que este post poderia ter acabado com a frase anterior, mas não consigo resistir a partilhar a angústia que sinto com as profundas diferenças existentes entre mim e esta gente. Reflicto sobre o que poderá leva uma pessoa a não experimentar as funcionalidades XPTO do seu computador... Durante 2 anos, 480 dias, 4.800 horas de trabalho... A não ficar incomodada com autocolantes feiosos pendurados no teclado. A nem sequer experimentar abrir a tampinha durante este tempo todo!

Será total concentração no trabalho? Ou será apenas uma extrema falta de curiosidade? Seja como for, é para mim um violento choque cultural!

terça-feira, agosto 08, 2006

Pensamento do Dia

Descansar um fim-de-semana é como lanchar duas bolachas de chocolate num dia em que se almoçou peixe cozido.

- Passa-se a tarde toda a pensar nisso
- Antes de se começar a comer, parece que as bolachas vão durar para sempre
- No final, apetece comer o resto do pacote

A Bina Lírica

Tenho uma bina
Com que subo as encostas de Monsanto.
Muito elegante, muito fina,
A minha bina é um espanto.

Não faço cavalinhos nem éguas,
Não dou saltos nem pinotes,
Mas ando milhas e milhas, léguas e léguas.
A minha bina não é para pixotes.

Dizem-me que é feia, que é reles.
Más línguas, nem ligo a eles.
Só me importa essa bina,
Tão elegante, tão fina,
Que é, dos meus olhos, a menina.

segunda-feira, agosto 07, 2006

The Sesame Street Personality Quiz

Eu fiz o teste de personalidade da Rua Sésamo. Sem surpresas, parece que sou o Monstro das Bolachas...



You Are Cookie Monster



Misunderstood as a primal monster, you're a true hedonist with a huge sweet tooth.



You are usually feeling: Hungry. Cookies are preferred, but you'll eat anything if cookies aren't around.



You are famous for: Your slightly crazy eyes and usual way of speaking



How you life your life: In the moment. "Me want COOKIE!"


Avanço com as minhas previsões para mais algumas pessoas:
- Ricardo é o Ferrão, com a sua mania de inventor / estratega
- Paulo Louro é o Egas, meio estranho mas todos gostam dele
- Torrado é o Becas, com a sua pose séria
- Bruno seria o Cocas pela côr verde, não fosse o seu romance com a roliça Miss Piggy ser completamente descabido
- Valverde é a Alexandra Lencastre, a única capaz de saber o que é fúscia

Hable Con Ella


Filme de pormenores e ao mesmo tempo de narrativa rica, Fala Com Ela deixa-me na esperança de vir a encontrar imensos insuspeitos filmes grandiosos até ser velhote. E nem todos eles vindos do outro lado do Atlântico...

Pedro Almodóvar conta a história de duas mulheres em estado de coma profundo e dos dois homens que lhes fazem companhia na clínica onde estão internadas. Fá-lo com recurso a uma mestria de cinema que tá na cara ao fim de 3 minutos, e que faz passar claramente a intensidade, o humanismo e o realismo das personagens e dos seus problemas.

Em certos aspectos, fez-me recordar o 21 Gramas (um real murro no estômago), se bem que o Fale Com Ela é um pouco menos brutal e um pouco mais artístico. E melhor. Ao ponto de me terem cativado, a mim, leigo e desinteressado, as cenas de bailado e de tourada.

Mas então e os pormenores? Ok, temos, por exemplo, um ritual de preparação para uma tourada, o Caetano Veloso a cantar em Espanhol numa pequena festa nocturna, e outros que não posso revelar. Ou seja? São bons. Caramba, que são mesmo bons!

Fica a recomendação e, já agora, a dica para o verem em ambiente sossegado, talvez a sós ou com poucas pessoas.

Ponto alto no meu fim-de-semana...

sexta-feira, agosto 04, 2006

Net meeting - Wrong?

O boiling point para a escrita sobre este tópico surgiu de dois factos: 1.- o facto de já ter conhecido algumas pessoas "online", estando actualmente a falar com uma pessoa que desconheço pessoalmente, mas que me está a desenvolver uma curiosidade enorme. 2.- o facto de o Caixa ter tentado usar o tópico do "hi5" como espeto de abespinho para que eu continuasse uma discussão, infértil à partida, neste mesmo blog.

Discutindo o âmbito, é irrefutável a mais valia que a internet criou ao permitir que pessoas com os mesmos gostos, ainda que de meios sociais e zonas geográficas mais distintos que se possam imaginar, possam interagir e tomar conhecimento umas das outras. De resto vejamos, longe vão os tempos em que os relacionamentos, sociais e ou conjugais, se limitavam às zonas geográficas a que cada um pertencia. Inicialmente apenas se conheciam as pessoas da mesma aldeia (muitos dos nossos pais nasceram em terras muito próximas). Actualmente, dada a aglomeração, existe não só o espaçamento físico como também diferentes círculos de conhecidos. Duas pessoas podem pertencer a meios semelhantes, sejam profissionais, académicos ou culturais, e no entanto estarem distantes fisicamente, o que impossibilitaria que se viessem a conhecer, exceptuando talvez um qualquer evento organizado. Podem também, no inverso, ser vizinhos, ou trabalhar no mesmo local, mas simplesmente desconhecerem a pessoa e terem círculos de amigos distintos. Os blogs (e ai dou a mão à palmatória ao Caixa), o hi5 e fóruns permitem um matching de gostos e opiniões, que podem resultar em amizades e outras inter relações.
Há quem considere que a Internet veio separar as pessoas, no sentido que muita gente perde contacto pessoal por preferir comunicar online, até mesmo com os amigos com quem se podem encontrar pessoalmente. Devo admitir que ocorre com frequência, eu próprio conheço desses casos. Mas tudo na vida têm aspectos positivos e negativos. Cabe a cada um decidir como agir e, tirando o proveito comedido, a comunicação online parece-me bastante positiva e contributiva para a aproximação entre pessoas que, como já expliquei, dificilmente se poderiam conhecer de outra forma. Posso expor uma situação que comprova o que digo:

Conheço um casal que se conheceu num chat na Internet. Ele é de Lisboa, ela de uma pequena terra a norte do Porto. Nunca se teriam conhecido de outra forma. Têm feitio e gostos semelhantes, e entendem-se (e aturam-se =P) como mais nenhum casal que eu conheça. Repare-se que namoram há cerca de 6 anos!
Há no entanto um pormenor caricato. Ambos acham que conhecer pessoas pela Internet não é boa ideia.

A ideia é antiga, lembre-se do conceito dos pen friends, que ainda que permitindo a comunicação com pessoas distantes, implica uma prévia interacção ou estabelecimento de contacto. É esse passo inicial, e essencial, o de tomada de conhecimento da existência do outro indivíduo e dos pontos de interesse em comum e estabelecimento do primeiro contacto, que a Internet facilita ao disponibilizar um leque de possibilidades para a sua concretização.

Fica a questão, para a qual a minha opinião me parece exposta acima:
O correcto será relacionar-nos apenas com as pessoas que conhecemos, por estarem no nosso meio ou proximidade física, ou procurar pessoas que partilham os nossos gostos e maneira de ser?

Bush Is Fat

Independentemente, palavra extensa, de ser um vídeo a gozar com o Bush, posto aqui um excerto do Daily Show para mostrar porque acho que o Jon Stewart é um dos gajos engraçados da televisão:



PS - Qualquer relação com a actual situação física do nosso amigo Valverde é pura coincidência

O destruidor electrico de papel

Estou agora a trabalhar numa zona do edifício diferente do habitual e é um género de open space. Há aqui um destruidor eléctrico de papel. Neste projecto temos que destruir tudo o que fica em draft, e então há grande uso da maquina. Acontece que esta está cheia desde que ca cheguei... e todos os dias as mesmas pessoas, as que aqui têm posto fixo, insistem em por la mais papel. Só quando a maquina rejeita se lembram que està cheia e comentam uns com os outros que está cheia mas... ninguem a esvazia!!!!!!!

Tipico em Portugal, mais que o Galo de Barcelos...

Time

Tempos houve em que sentia haver tempo para tudo. Ou pelo menos para a maioria das coisas que queria fazer. Não preciso recuar muitos anos. Mesmo na faculdade, se me sentia pressionado nas vésperas de exames, suspeito existir alguma relação com as actividades lúdicas dos dias anteriores. Matrecos, ping-pong, tagarelice ou simplesmente o Super Pai.

Recentemente, alguém rodou o complicómetro para o nível Pro. Conto o tempo que falta para o fim do dia de trabalho, só para gozar aquelas duas horinhas livres antes de ir dormir, em que acabo por não fazer ¼ do que pretendia.

Ver filmes, ler livros, estar com amigos, praticar desporto, surfar a web? Esquece... Fazer um bocadinho de cada uma destas coisas, dormir menos do que se precisa, passar menos tempo com a família, e que por isso fica aborrecida, são agora a rotina. Entretanto, vou passando os dias na ansiedade do próximo mês, que vai ser mais tranquilo, mas nunca é. Só o seguinte é que é. Olha, afinal também não.

O tempo passa, mas um gajo nem se preocupa muito. Afinal de contas, vou ser jovem para sempre...

Take it away, Pink Floyd:

quarta-feira, agosto 02, 2006

O Meu Primeiro Post a 4 Megas

VRRRRRUUUUUUUUUMMMMMMM! WOOOOOOOOOOOOOOOO!

Informo que a partir de agora é que vai ser bombar na net aqui em casa com a minha nova ligação Clix ADSL 4 Megas. A Clix quebra mais uma barreira.

Obrigado, já lhe dou o meu NIB.

PS - Estou só a pensar como é que eu vou bombar a partir de casa se eu nunca cá estou...

terça-feira, agosto 01, 2006

A Primeira Noite de Agosto


Uma das piores coisas que podem acontecer quando se está quase a adormecer na desejada caminha é... Bom, acordar ao som dos gemidos carnais dos vizinhos também é chato. Mas eu ia referir-me a ouvir um zumbido de asas a baterem mesmo ao lado da orelha: zzzzzzzzzz!

Nestes casos, depois de aberta a pestana, o primeiro pensamento é sempre: quem foi o anormal que deixou a janela do meu quarto aberta durante o dia?! Ocorre-me a mim depois pensar que, para minha infelicidade, ou foi a minha mãe ou o meu pai, e controlo-me, motivado pelo respeito a esses geniais obreiros que me trouxeram ao mundo, prefiro eu ignorar como.

A minha fúria está entretanto em processo de reafectação para o mosquito. Pego no meu chinelo, ergo o sobrolho direito e murmuro "Let's go". Orgulho-me de, ao longo dos meus 24 anos de existência, ter aperfeiçoado a caça ao mosquito. Tanto, que ontem à noite não passaram 10 minutos desde o zumbido provocador até ter eu o bicho espremido na minha mão, uma patinha em cada dedo.

Para vós, leigos, aqui fica a partilha da minha ciência. Como sabem, os mosquitos escondem-se muitas vezes em sítios escuros, onde são mais difíceis de detectar, e costumam atacar quando está tudo sossegado e, por vezes, só no escuro, atraídos pelo dióxido de carbono da respiração, pelo calor do corpo ou pelo odor dos pés.

Assim, as melhores técnicas são:
1 - ficar erguido e quieto encostado a um móvel, munido de um chinelo, a respirar profundamente e com as luzes acesas, aguardando a aproximação do balrog
2 - deitar de barriga para o ar na cama, com uma mão no interruptor do candeeiro da mesa-de-cabeceira e a outra com um chinelo. Ao som do zumbido, acender o candeeiro e atacar como se não houvesse amanhã nem mobília no quarto
3 - ficar sentado na cama a ler, com o candeeiro de cabeceira aceso e esperar até ver uma sombra (sinal de que o mosquito está a passar entre vocês e o candeeiro) e dar uma de Walker Texas Ranger no mafarrico
4 - ir à tulha buscar as meias usadas nesse dia e depositá-las algures no quarto em sítio com visibilidade, na esperança de assim atrair o guloso até ao corredor da morte

No final da caçada, é importante arrancar as patas do bicho uma a uma. Há que dar o exemplo à comunidade pernilonga. E, acima de tudo, amem o chinelo...

segunda-feira, julho 31, 2006

Um Conto Blogosférico

Acho que a maior parte de vocês já estará a par de que o blog do Pacheco Pereira, o Abrupto, tem sido alvo de uns ataques de pirataria informática que já duram há umas semanas e que fazem com que, a determinadas horas do dia, o blog original seja substituído por um outro, que nunca vi, da autoria do pirata informático.

Tem sido uma questão muito debatida e o Pacheco Pereira tem manifestado a sua indignação e, inclusivamente, avançado com algumas sugestões de eventuais conspirações para o calar.

Também saberão que o blog dos Gato Fedorento voltou a ter actividade. Acontece que o Ricardo Araújo Pereira resolveu fazer uns posts a gozar com a situação do Pacheco Pereira, de imediato criticados por um professor, CAA, do Blasfémias neste post.

Até aqui tudo engraçadinho, mas agora o RAP respondeu ao CAA e eu senti que valia a pena contar a história toda só para introduzir o link para a referida resposta.

PS 1 - Entretanto, o CAA também respondeu, mas sem grande impacto

PS 2 - É muito geek eu divertir-me com estas cenas?