segunda-feira, julho 31, 2006

Um Conto Blogosférico

Acho que a maior parte de vocês já estará a par de que o blog do Pacheco Pereira, o Abrupto, tem sido alvo de uns ataques de pirataria informática que já duram há umas semanas e que fazem com que, a determinadas horas do dia, o blog original seja substituído por um outro, que nunca vi, da autoria do pirata informático.

Tem sido uma questão muito debatida e o Pacheco Pereira tem manifestado a sua indignação e, inclusivamente, avançado com algumas sugestões de eventuais conspirações para o calar.

Também saberão que o blog dos Gato Fedorento voltou a ter actividade. Acontece que o Ricardo Araújo Pereira resolveu fazer uns posts a gozar com a situação do Pacheco Pereira, de imediato criticados por um professor, CAA, do Blasfémias neste post.

Até aqui tudo engraçadinho, mas agora o RAP respondeu ao CAA e eu senti que valia a pena contar a história toda só para introduzir o link para a referida resposta.

PS 1 - Entretanto, o CAA também respondeu, mas sem grande impacto

PS 2 - É muito geek eu divertir-me com estas cenas?

sábado, julho 29, 2006

Acordes para o Ricardo

sexta-feira, julho 28, 2006

Diferentes Acordes de Música


O assunto é geral e acerca de muita coisa poderia eu divagar aqui. Mas escolhi concentrar-me numa questão que recentemente discuti com o Ricardo:
primeiras impressões sobre música. O ponto do Ricardo, assente nas suas próprias e imodestamente auto-atribuídas valências, é o de que sim, se pode fazer um juízo acertado sobre uma música quando se a ouve a primeira vez. O meu é contrário e pretendo advogá-lo.

Começando com a minha experiência pessoal sobre música. Primeira audição: familiarizar-me com ritmos, sonoridades, acordes, coisas pouco específicas. Entretanto, vou ouvindo as cenas durante uns dias. No carro, no trabalho, em casa.

Às tantas, se gostar, dou por mim com a música na cabeça, um ou outro arranjo e um ou outro verso memorizados . Um álbum mesmo bom dá-me consecutivamente esta sensação, música a música, trungas trungas trungas. Com um álbum de 10-12 canções tenho uma semana altamente! Por outro lado, casos há em que demoro uns dias a perceber que ah e tal, até parecia bom e rico... Mas não.

Ou seja, num primeiro contacto talvez dê para perceber alguma coisa sobre a música, eventualmente até alguns pormenores, mas não penso que dê para ter noção se é o tipo de música que marca mesmo ou se é somente o tipo de música de que se gosta facilmente, mas de que facilmente um gajo se farta.

Para além disto tudo, amar a música passa, para mim, por sentir aquela vibração em antecipação de acordes e arranjos seguintes já familiares... E aquela vontade quase incontrolável de cantar uma música quando se está com phones no trabalho. Não posso fazê-lo, mas na minha mente estou a cantar... E ir no carro e começar a cantar, abanar a cabeça e bater os dedos no volante.

Mas poderá ser apenas a minha preferência por familiaridade em troca por descoberta a revelar-se nos gostos musicais (freudiano ou quê?), caso em que me questiono sobre, mas reconheço um certo valor em, a tua, ainda assim ingénua, procura quase aleatória de música, Ricardo.

quarta-feira, julho 26, 2006

domingo, julho 23, 2006

The Squid And The Whale


Hoje, com imenso prazer, vi o The Squid And The Whale.
Local: Cinemas Medeia Saldanha, Hora: 00:20h

O filme é de facto muito bom, em realização, casting, representação e argumento. A combinação: um dos melhores filmes que vi em algum tempo. É certo que não tenho ido as salas de cinema com a frequencia que se me assistia antes, mas de facto este filme marcou-me. A historia dos conflictos, interrelações mais profundas que se possam perceber num primeiro olhar, as visões de 3 idades diferentes, tudo se conjuga para um desenrolar conciso e indefinido da historia de um momento particular desta familia.

Muito bom a meu ver.

quinta-feira, julho 20, 2006

Tem livro de reclamações?

Existem práticas, ideias e acções que escapam por completo à minha compreensão. Perante necessidade tenho tentado, sem sucesso significativo, estabelecer contactos com várias empresas portuguesas na área têxtil no sentido de obter o fornecimento de artigos têxteis, mais especificamente, etiquetas tecidas. Eis a minha saga:

Qual não é o meu espanto quando, considerando que seria fácil e rápido, fiz uma procura, no tão conhecido motor de busca Google, e apenas após varias tentativas consegui encontrar 2 sites de empresas em Portugal que fazem o que procuro. Após uma pesquisa mais profunda tomei conhecimento de um site que compila contactos e presta serviços de news letters sobre o sector têxtil. Tendo-me inscrito, estive a filtrar as empresas que pudessem satisfazer o que procuro (e que tivessem email de contacto, quando cerca de metade não tem), o que me levou algumas horas dado que o filtro automático e sofisticado do site, suportado pelo IAPMEI (Instituto de Apoio a Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento - mais um dos institutos públicos para onde vão os nossos impostos), simplesmente não funciona, dando erro. Tendo reunido cerca de 20 contactos de empresas portuguesas, e adicionando o contacto de uma empresa espanhola, escrevi um email especificando o que precisava, com imagem à escala do que pretendia. Enviei, pedindo que me fornecessem um orçamento. Obtive 3 respostas. Uma firma não era fabricante, outra não se dispôs a fornecer o orçamento, apenas pedindo o meu contacto para envio de um agente comercial (para quê se já esclareci tudo o que pretendo?) e alegando que precisava da imagem pretendida em papel (não sabe fazer Ctrl+P, ou não tem impressora?). Obtive uma outra resposta, da empresa espanhola, escrita em espanhol, à qual respondi em inglês tendo-me sido fornecido o orçamento para diversos cenários de materiais, com as condições de pagamento e entrega, em inglês. Em resumo, dos 21 pedidos de orçamento, recebi 3 respostas, e só 1 orçamento, este da única empresa não portuguesa.
Agora questiono-me: Não precisam de clientes? Nem se dignam a responder a potenciais clientes?

Viva o mundo empresarial português, onde são gastos muito provavelmente milhões de € em apoios (que raramente se traduzem em receitas futuras em IRC) a empresas que têm comportamentos comerciais altamente prejudiciais, descurando apoio a outras que de facto têm um projecto e necessitam de apoios. Repare-se que há várias empresas eficientes e com potencial, conheço algumas, mas de um modo geral este país é o país do quem não chora não mama. Se houverem uns quantos trabalhadores a manifestarem-se e houver um choradinho de desemprego, aparecem apoios, independentemente de existir eficiência ou sequer competência na empresa. Diz-se que há demasiada concorrência da China nos têxteis, e que é preciso impor quotas de importação. Para quê? Sustentar empresas ineficientes e incompetentes que não conseguem competir com o estrangeiro? Ok, não é possível competir em custos dada a mão-de-obra barata lá fora, mas porque não na qualidade? Porque não na prestação de serviços de satisfação?(dificil quando mesmo o atendimento ao público é mau em várias lojas) Quando não se dignam a responder a potenciais clientes, como querem protecção para conseguir competir? Note-se que a imposição de quotas favorece as empresas nacionais, que conseguem manter preços mais altos, mas prejudica os consumidores.

Estou de facto a generalizar, mas quem conhece sabe que o mesmo se passa de um modo geral nos vários sectores.

Ou então por exemplo quando no email da empresa (que nem sequer tem nome pessoal) recebo email de uma empresa com quem contactei relativamente a outros assuntos do qual passo a transcrever parte do texto:

“Este teste é uma experiência da INTEL e da AOL. Nâo é brincadeira!!
E chamam euritos a 2.500 €?!!! Onde está o vosso caixote do lixo?!!!
Encaminhem e vamos ver! Ao fim de 2 semanas, logo terão a confirmação...
Desculpem-me mas não falo com POBRES....
Eu já nem o conto….
Eu acabei de receber agora 60.000€
Isto é verdade, eu já recebi um cheque no valor de 54.783€
Reencaminhe este email e receba 243€ por cada reencaminhamento a partir de si!!”

Isto sim é profissionalismo. Porque não deveremos nós apoiar firmas incompetentes? Deixassem-se de politiquices e deixassem entrar em vigor o Art. 35º do código comercial que então veríamos quantas empresas restariam em Portugal. Ah, Ui, o desemprego… Sim, deve ser preferível sustentar empresas que nada valem e manter a situação de estagnação económica. Vamos manter uma situação actual má que só irá piorar, em vez de tomar medidas, polémicas por serem duras, que poderão sanear o tecido empresarial português de incompetentes, convergindo apoios e esforços em empresas e áreas fortes, que permitam o crescimento sustentado?

Mas quem se importa? O que interessa são novelas e futebol!

Lost In Translation


Foi nos comentários do anterior post que me veio à mente o Lost In Translation, filme que absoluta e religiosamente adoro, de um modo que me faz recear nunca conseguir transpor para palavras exactamente o quanto...

Escrevo estas palavras na quase inabalável convicção de que foi o melhor filme que alguma vez vi, persistindo todavia uma pulga atrás da orelha chamada Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Seja como for, será sempre inesquecível a experiência no cinema durante a sessão da meia-noite, enquanto completamente absorvia e vibrava com cada plano, cada trecho de banda sonora e, mais que tudo, cada diálogo.

O Bill Murray enquanto Bob é hilariante. A Scarlett enquanto Charlotte é, numa palavra, apaixonante. A química entre as duas personagens torna confortável a falta de enredo que tantos criticam no filme. Para mim, essa falta de enredo é essencial para explicar a deriva na vida das duas personagens, e eu adoro-a!

Assim de vipe, duas cenas para a história do cinema:
- O karaoke, com Charlotte a cantar "I'm special / So special / I gotta have some of your attention..."
- Bob e Charlotte, em clima de tensão física/sexual, a conversarem deitados na cama

Claro que cada aspecto tomado per si é notável, mas é quando se conjugam diálogos, qualidade da realização, realismo das personagens, interpretações brilhantes e banda sonora, que se obtém a big picture que não consigo, por estar eu próprio perdido na tradução de pensamentos e sentimentos, descrever.

quarta-feira, julho 19, 2006

El Humor En España

Dos amigos:
- Llevo casado veinte años y sigo enamorado de la misma mujer.
- Eso es maravilloso, iqué bonito!
- Sí, pero como se entere mi mujer... me mata!

Humor Dica da Semana (2)

Numa família açoriana:
- Mã, o que é um insete?
- Ó filhe, na me chatês agore!

- Ó mane, diz-me o que é um insete...
- Na tenho tempe pa ti, vai falar com o pá

- Ó pá, o que é um insete?
- Ó meu grande burre! Um insete são oite!

segunda-feira, julho 17, 2006

Eu Sou Armstrong

Eu até me tenho numa modesta conta no que toca a andar de bicicleta, esse desporto apaixonante que descobri recentemente. Comprei uma bicicleta de montanha, mas que só funciona na estrada, caso contrário o risco de desintegração é grande. Suponho que seja uma bicicleta de estrada de montanha, mas eu não li as palavras do meio na descrição. Apesar desse pormenor, tenho andado bastante nos últimos meses. Dá-me gozo. Muito gozo. Ah ah ah. No entanto, ainda sou principiante, faço uns cavalinhos pouco honrosos e andar sem mãos só se for a mais de 40 km/h e durante breves segundos.

Tenho sempre um prazer especial nas minhas incursões por Monsanto.... aaa... Vou refazer: Divirto-me sempre muito quando monto em Monsanto. Na bicicleta. Mas na minha última etapa, fiquei lixado com uma pessoa: com o sacaninha que me ultrapassou num monociclo! O filho da mãe... É que um gajo ser ultrapassado por um monociclo, epá ainda vá lá, acontece de vez em quando. Mas agora o malandro ter a cara de pau de puxar da palhinha para beber água enquanto me ultrapassa é que não está certo, cousasse! Se o apanho por lá outra vez, armo-me em cínico e dirijo-lhe um "Ó Costa, tu por aqui?!", enquanto lhe assento uma valente palmada nos costados. É para aprender a não brincar com um homem de arm strong!

Michael Jackson vs Justin Timberlake (comédia)

Este video não é aconselhavel a fans de qualquer um dos dois. Eu ri-me que nem um perdido. (Estranha mas usual expressão. Das poucas vezes que me perdi não ri muito, mas ok.)

Ja agora uma curiosidade: Indo ao google e fazendo search por "blog" "campolide" "2005", adivinhem qual é o primeiro resultado.

E sem mais demoras, o video:

domingo, julho 16, 2006

musicos a serio.

Ora viva,

Sendo este o meu primeiro post neste blog, dou os meus cumprimentos aos meus carissimos colegas e apreciaveis criadores deste foco de cultura e desabafo.
Passando ao assunto deste post.

Mesmo conhecendo a opinião do Paulo, e imaginando a sua cara ao ler o nome desta banda, não posso deixar de aqui vir expressar o meu agrado por bandas e musicos que dão bom nome à sua actividade. Neste caso, Chris Conley, vocalista dos Saves The Day, toca uma musica, apos o seu concerto, num beco junto ao local onde tocou. O que vemos não tem qualquer produção sonora, e no entanto esta mesmo bom! Alias até os "senhores" policias gostaram, deixaram acabar de tocar e compraram um cd. Vejam:



cumprimentos.

sexta-feira, julho 14, 2006

Hot In Herre

São precárias as condições em que me encontro enquanto escrevo este post. Está um fdp dum calor aqui, que me está a dar a volta ao miolo! Desde que cheguei da hora de almoço, já dormi com uma folha na mão, também já dormi sem folha na mão, já comi metade de uma caixa de pastilhas e bebi quase um litro de água fresca, e no entanto continuo cheio de preguiça e sono...

Na verdade, há muita coisa no mundo do trabalho que não faz sentido e que até gostaria de debater com maior profundidade numa outra altura, mas para já deixem-me só perguntar:
- sinceramente, qual é a cena do fato e dos sapatos?! Há alguém que não trabalhe muito melhor em roupa casual e de chinelos?!
- na minha actividade, porque não saímos mais cedo à sexta-feira, sobretudo no Verão?
- porque não criar salinhas com cadeiras para o pessoal ir descansar uma meia-horita a seguir ao almoço e recuperar forças?

aaaahhhhhh!!! Um dia destes ponho-me em fuga e só me apanham aqui:

Após Insistentes Pedidos do Paulo

e agora não voltes a ligar-me para casa a meio da noite a pedir para pôr mais fotos da Scarlett no blog, ok?

Mea culpa

Um post para o Caixa se calar! Abre a boca...

quinta-feira, julho 13, 2006

Mais um Post Humorístico

Um Gato em Casa:

Um polícia do 112 atendeu o telefone e foi anotando o pedido de
socorro:
- POR FAVOR, MANDEM ALGUÉM URGENTE, ENTROU UM GATO AQUI EM CASA!!!!
- Mas como assim, um gato em casa???...
- UM GATO, CABRÕES!!! ELE INVADIU A MINHA CASA E ESTÁ A CAMINHAR NA MINHA DIRECÇÃO!!!
- Mas como assim? Você quer dizer um ladrão?
- NÃO! ESTOU A FALAR DE UM GATO MESMO, DESSES QUE FAZEM MIAU!!!!
- Mas o que tem de mais um gato ir na sua direcção?
- ELE VAI-ME MATAR, PUTA QUE VOS PARIU!!! E VOCÊS SERÃO OS CULPADOS!!!
- Quem está a falar!!!???
- O PAPAGAIO, CABRÕES!

Feira do Livro Electrónico

Está presentemente a decorrer a feira internacional do livro electrónico, promovida pelo Project Gutenberg, que eu poderia até dizer o que é, se me desse ao trabalho de pesquisar, mas sinceramente acho que este post já tem valor informativo suficiente que compense as baboseiras que me preparo para escrever neste blog durante as próximas semanas, portanto é o Project Gutenberg e prontos final.

Os interessados podem seguir o link e terão à vossa disposição uma estante virtual de 330.000 exemplares, com downloads gratuitos.

Toca a aproveitar e cultivar as nossas mentes sedentas de conhecimento. Será que encontrarei a tal poesia erótica do Bocage?

quarta-feira, julho 12, 2006

Humor Dica da Semana

Estava um mendigo a pedir à porta de um cemitério e como não aparecia ninguém para poder pedir uma esmola, resolveu ir falar com o coveiro.
- Ó amigo não vem nenhum funeral, para eu pedir uma esmola, é que não tenho comida para os meus filhos, não tenho bebida, não tenho nada.
O coveiro responde:
- Há um às 4 da tarde.
O mendigo:
- Então eu espero.
Chega o funeral e a viúva começa a gritar.
- Ai meu amor que para onde vais não há comida, não há bebida, não há nada!
O mendigo muito assustado comenta em voz alta:
- Hey, queres ver que vão levar o morto para minha casa!!

A Lírica da Fruta

Para escolher boa fruta quando vou ao supermercado
Faço uma ronda
Analiso maçãs e pêssegos e provo um bocado
Gosto da fruta redonda

Vivo longe do campo, numa cidade sem trigo
Nem vegetação
Mas passeio nas ruas, vejo tanta fruta gira e digo
Eu gosto é do Verão