Contudo, segundos depois de começar a dançar, começaram também as gargalhadas de todos.
As coisas estavam a correr muito mal.
Mas atenção, não façam juízos precipitados, ele era de facto O melhor dançarino!
Os pensamentos livres de um grupo de economistas com ligações sentimentais ao Colégio de Campolide e respectivas, por ordem de importância, cantinas e mesas de ping-pong e matrecos
Este tinha de ser o título do dia. Ao jeito dos títulos do Alex, porque este post é, no fundo, uma miscelânea de coisa nenhuma. Apetece-me dizer que a música do dia é o “Familiar Feelings”. É que hoje assinei o meu primeiro contrato de trabalho e o ambiente que eu encontrei, desde o primeiro momento, é inexplicavelmente familiar!
O que não acho familiar é a minha recente tendência para chegar atrasado. Às aulas, às entrevistas, aos almoços, aos jantares, aos adormeceres, aos acordares... A quase tudo! Desculpem lá o atraso de ontem, no cinema. É que às 22h00 (hora do início da sessão) ainda estava em casa de um amigo, a tentar despedir-me de malta dos Salesianos que não via há demasiado tempo.
E obrigado por tudo!
Clicando aqui, têm acesso a algumas das suas fantásticas e eternas memórias radiofónicas.

Nem uma palavrinha sobre o 25 de Abril. Nem sobre o actual Governo, nem sobre a anterior época santanista... Parece que não ligam à política!
Nem uma palavrinha sobre o Papa, nem sobre a Páscoa, nem sobre o Natal... Parece que não ligam à religião!
Nem uma palavrinha sobre o campeonato da mediocridade, nem sobre as roubalheiras que vamos assistindo nos gramados, nem sobre as entrevistas que o Mestre Mourinho vai dando por aí... Parece que não ligam ao futebol!
Nem uma palavrinha sobre a actuação do Tó Neves, com princípios de uma apendicite e 41º de febre; ou sobre a prestação do Prof. Rui Baleiras no Governo... Parece que não ligam aos heróis nacionais!
Nem uma palavrinha sobre uma música, sobre um filme, um livro, uma peça de teatro, um desenho, uma foto... Parece que não ligam à arte!
Nem uma palavrinha sobre o Portugal Fashion, nem sobre o decote da Fátima Lopes nos Globos de Ouro... Parece que não ligam às mulheres!
(...)
Nada! Nada! Nada! Nada! Nada! Existem, mas não parecem viver. Ou então, simplesmente não gostam de falar, muito menos escrever... Mas nesse caso, com mil diabos!, o que faz o nome deles pendurado ali nos “contributors”!?
… acabavam-se os feriados religiosos para os ateus e agnósticos. E mais! Apenas concedia direito a esses feriados aos que são crismados. Aborrece-me a tendência populista para a laicização da nossa sociedade. Sobretudo por demonstrar, de forma displicente, o acentuado enraizamento do egoísmo no nosso dia a dia, absolutamente incompreensível.
... toda esta agitação em torno de João Paulo II está, em grande parte, relacionada com a duração do seu mandato. Vou constatando, sem no entanto perceber porquê, que o tempo é uma "pedra chave" nos nossos relacionamentos, nas nossas amizades.
… cada vez sou mais fascinado pela genuína cultura portuguesa: Jorge Palma, Sérgio Godinho, Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco (…), a nossa Lisboa e as nossas iguarias.
... já comecei a interiorizar uma contagem decrescente para o Santo António.
... existe, em qualquer casa portuguesa que se preze, uma cadeira quase partida ou pelo menos bastante ruidosa, e que normalmente calha às pessoas mais pesadas.
... comesso a fikar s/ paxiencia pràs pexoas k ssentem prufùnda nessexidade de xaçinar a noxa kerida lingùa portegueza.
... já não digo palavrões com a mesma satisfação de antigamente.
... por mais que tente, não consigo falar normalmente com pessoas que, de alguma forma, me são desprezíveis.
... eu não teria muito jeito como locutor de rádio, pois não tenho aquela estranha capacidade de soltar gargalhadas parvas sobre coisas corriqueiras.
... Austin Stevens é dos gajos mais malucos do mundo.
... quase ninguém conhece Austin Stevens.
... por mais portista que seja, não consigo deixar de ver, com paixão e profunda admiração, os documentários dos jogadores do Benfica da década de 60. (Por vezes a humildade é tão louvável que chego a considerar pôr a arrogância de lado.)
... a minha antiga teoria da conspiração da UEFA contra Mourinho - ou os portugueses em geral - se venha a comprovar um dia destes, quando Rene H.J. Temmink (árbitro do Chelsea – Bayern) apitar uma final europeia; da mesma forma que a má (ou boa?) arbitragem de Markus Merk, no FC Porto - Corunha, no ano passado, foi premiada com a final do Euro 2004.
Pese embora a possível utilização de “madeiras tropicais provenientes de abate ilegal e destrutivo”, os responsáveis da Vicaima estão de parabéns pelas atitudes tomadas contra os jornalistas. Há muito tempo que se esgotou a paciência para os aturarmos e, de quando em vez, temos de vergastar toda a nossa indignação!
Se calhar Álvaro Pinto da Costa Leite não terá gostado de uma reportagem da SIC e achou que deveria expressá-lo num jornalista da estação. Pena não ter estado ninguém da TVI, senão também apanhava...
É já amanhã que decorrerá mais uma Meia-Maratona de Lisboa. Regozijem-se os que gostam de correr, os que amam Lisboa e nela adoram passear, os que gostam de conviver, de viver e de fugir ao tédio.
Mas atenção! Amanhã é também um dos 51 domingos do ano, que será aproveitado por milhares de portugueses amorfos e conformistas, para dormir mais umas horinhas, nem que seja por tradição, necessidade ou pura moleza...
Será, portanto, um dia magnífico, para uns e para outros. Só espero que São Pedro contribua de forma decisiva para gáudio dos primeiros, senão serei forçado a juntar-me ao segundo grupo, do qual geralmente faço parte, nos restantes domingos do ano...
Informo que se está a levar a cabo uma das mais desesperadas medidas para tentar ressuscitar o nosso Blog. Independentemente do enorme risco que poderemos vir a correr, o Blog irá contar, brevemente, com participações femininas.
Indubitavelmente, a ameaça existe. O bom humor, as finalidades lúdicas e, porventura, o nível intelectual poderão ser desvirtuados. Contudo, trata-se de uma alternativa ao enorme vazio que tem vindo a encher este Blog.
No fim de contas, é apenas uma das vicissitudes da vida que temos de tentar encarar com ânimo leve. Mais cedo ou mais tarde, as mulheres entram nas nossas vidas para ocupar eventuais letargias dos nossos tempos livres.
«Do not follow where the path may lead. Go, instead where there is no path and leave a trail.»
Robert Frost
«Vem por aqui» – dizem-me alguns com os olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: «vem por aqui»!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
– Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: «vem por aqui»?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: «vem por aqui»!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
– Sei que não vou por aí!
José Régio
Os barbeiros são imprudentes. Não têm intuição económica, cortam sempre demasiado. São intransigentes e burros. Aspiro encontrar o Jorge Palma dos barbeiros. Alguém que use a política do “está a andar!” Duas tesouradas e ponha-se daqui para fora! Os barbeiros são uns sentimentalistas, pensam ininterruptamente que estão a criar arte. Tudo tem de ser simétrico. Corta-se sempre mais um bocadinho. São uns desvirtuosos!
Os barbeiros são assassinos. Ceifam o cabelo, moem o juízo, aniquilam a boa-fé do Homem e delapidam as nossas fragilizadas carteiras, devastando, em escassos minutos, o fruto de três meses de espera. São uns bárbaros torcionários!
Ainda não vi um barbeiro sem um desagradável problema estrutural. Ou são carecas ou são maricas. No fundo, os sacanas são invejosos. Invejosos e maquiavélicos, devem ter planificado a harmonização das restantes cabeleiras da humanidade, com base nas suas horrendas imagens. Pérfidos, manhosos e miseráveis!
E no fim ainda perguntam se está bom. Cínicos! Claro que está bom, eles só largam a tesoura para pegar na navalha. Nunca há audácia para dizer que está horrível, nem para sair sem pagar.
Temo que só ganhe coragem daqui a meio século. Quando a altura chegar, mesmo que não tenha grande cabelo, tenciono refilar na mesma. A verdadeira rebeldia só aparece na velhice. “Os velhos sabem que vão morrer e já não querem saber de nada”.
O Natal, mais que um feriado onde se saboreia as tradicionais iguarias, como os sonhos, as filhoses ou as rabanadas, e se troca umas prendas mais ou menos merecidas, deverá ser um momento de introspecção, de solidariedade e de uma maior união, entre famílias, amigos e povos, que possibilita uma maior disseminação da alegria e do amor.
Assim, desejo a todos os membros do Blog, aos mirones do Blog (os que vão lendo as nossas humildes palavras, sem se dignarem a comentá-las), ao Mundo em geral e aos cristãos em particular, um santo e feliz Natal!
Os jornalistas devem andar, seguramente, de cabeça perdida... Os sanguessugas da informação barata não têm mãos a medir, pois aos escândalos do costume sobre a nossa peculiar sociedade acrescenta-se, ultimamente, as recorrentes maluquices da política.
Não querendo entrar no campo dos comentários políticos, pois já há demasiados indivíduos que o fazem, parece-me que as caricatas situações de dois senhores, que roçaram o ridículo e o vergonhoso, merecem ser comentadas. De quando em vez, a política merece voltar a ser fortemente vergastada!
Um Presidente pergunta a meio mundo se gostaria de ir a eleições ou apostar num tal senhor, que nunca tinha provado fazer nada de jeito, para governar um país. Decide apostar. Muda de gravata, muda de ideias. Chora um bocadinho, dá uma gargalhada. Mostra-se apreensivo. Dissolve a AR. Mostra-se muito apreensivo...
Um senhor que aceita a pasta de Primeiro-Ministro e insulta aqueles que no passado se demitiram. Elogia o Presidente. É notificado da dissolução da AR. Chora, também, um bocadinho. Respeita o Presidente. Continua firme, ao contrário de outros no passado. Demite-se. Insulta o Presidente. Demonstra claros sinais da síndroma do estou-tão-louco-que-penso-que-vou-ganhar-as-eleições.
Esta profunda instabilidade é altamente catastrófica, pois irá afectar os meus jantares até ao fim de Fevereiro, devido à incompetência (ou, no mínimo, falta de imaginação e bom senso) daquela malta, vulgo jornalistas, que costuma aparecer nos telejornais. Existem também alguns efeitos económicos e sociais, mas esses não costumam ser levados em conta, excepto na fase da caça-ao-voto, em que lastimavelmente nos preparamos para entrar.
Quando disse que o Blog andava em hiperactividade posso ter, quiçá, exagerado um pouquinho... Mas sempre aparentava mais animação do que agora, pela simples razão de que, lá por Campolide, andamos mais ocupados do que é costume. Penso ser esta a derradeira desvantagem de prolongar o curso, pois só agora percebi o que é, realmente, um semestre lixado!
Como até inícios de Dezembro vou continuar absorvido no errático espírito académico, inaugurei hoje um espaço dedicado ao Miguel Esteves Cardoso, uma vez que não tenho tempo – ou melhor, não tenho paciência no pouco tempo livre que disponho – para prosseguir com a narração de eventos, factos, patranhas ou notícias bombásticas que incessantemente assolam Campolide.
Assim, vou deixando, amiúde, alguns excertos de “As Minhas Aventuras Na República Portuguesa”, de MEC, que é o livro que estou a reler, nos poucos tempos mortos dos meus dias... Um livro tão sensacional quanto as memórias que desperta, pois o livro foi primeiramente lido no semestre em que frequentámos as sublimes aulas de Crescimento Económico e descobrirmos a aprumada (3) “Peça de Museu”, que ainda hoje me fascina e acelera o coração! Ah... que belos tempos!
Notas:
1 – Brevemente novos membros do Blog. Desculpem o atraso. Não há qualquer tipo de censura, apenas umas pitadas de displicência. Quem quiser fazer parte do Blog, faça-se ouvir, que nós ouvi-lo-emos.
2 – Se passassem a comentar os posts, com maior frequência, o Blog animava indubitavelmente.
3 – Hoje excedi-me na qualidade das minhas palavras, mas destaco este adjectivo, que julgo ser o mais correcto e o mais brilhantemente pensado, nos últimos tempos... Lamentavelmente, apenas aquele que já contemplou a obra de arte é que pode compreender a amplitude do “aprumada”.
4 – Paulo, a vida não é só futebol. Isto é um Blog cultural, com funções lúdico-pedagógicas! Contudo, a reacção do guarda-redes Ricardo, no seguimento da goleada no Estádio do Dragão foi merecedora de comentários, pois portou-se como uma autêntica menina. Há quem diga que chorou e tudo... mas eu não quero levantar falsos testemunhos.
As minhas sinceras desculpas, por ter não ter comentado a notícia. Tenho como atenuante o facto de começar a estar farto de dizer mal do “Rei dos Frangos”, que no Estádio do Dragão mostrou a todo o mundo que o reinado está para durar.
Abraços!
Dou gratuita e generosamente a ideia, que qualquer empresário com dois dedos de testa aproveita, da “Casa da Avó”. A “Casa da Avó” seria uma loja destinada, claramente, a netos que não saibam o que comprar para uma avó que todos os anos diz que não quer nada no aniversário e, ao mesmo tempo, fica chateada se lhe fizermos a vontade!
Esta quinta-feira, dia de S. Martinho, a minha avó fez anos. Em cima da hora, como é costume, ainda não fazia ideia do que comprar. Emiti prontamente um pedido de socorro a uma nova amiga, solicitando ideias originais, na esperança de que a sensibilidade feminina (tão abundante nas amigas giras) abrilhantasse o meu final de tarde... Mas não chegou. Já não há ideias para quem nada quer no aniversário!
Acabei por comprar umas rosas vermelhas, que ao fim de tantos séculos de existência continuam a encantar as mulheres...
Quando saí da florista tive oportunidade de testemunhar uma prodigiosa revelação, que me fez sentir ainda melhor com a vestimenta que usava. Se pensam que as mulheres ficam animadas com flores, experimentem passear por Lisboa com um ramo de flores, vestindo fato e gravata. Que loucura!
(Nota: Se forem excessivamente feios talvez não chegue flores, fato e gravata. Metam uns óculos escuros e mais qualquer coisa, nunca fiando...)