quarta-feira, maio 18, 2005
Uma máquina de auditoria
Este post é dedicado a todos aqueles que andam neste momento à procura do primeiro emprego, numa luta constante com os denominados empregadores para convencê-los que somos a pessoa "adequada" para o lugar. Vem no fundo, dar algumas ideias minhas sobre todo este processo. E vem desmistificar o trabalho em auditoria, que tantos e tantos parecem andar à procura (ok tantos não: tou a falar de greenvalley, tosttas, loiro.. ou seja, todos somados contam prái como pessoa e meia, no máximo... e confiem neste número, pq afinal eu sou junior auditor!)
1º - Putos não tomem a minha vida como exemplo... Tive basicamente sorte e calhei num sitio onde POR ENQUANTO não estou a fazer muito, mas desconfio q daqui a uns meses vai ser só bulir... mas basta-me ir ali ao departamento do lado pra ver uns desgracados magros e a passar necessidades..
2º - Como em todo o lado, tenho q de qd em qd aturar uns manhosos q têm a mania q mandam, e q só por q andam nesta vida à uns anos pensam que são tipo Deus para nós...
3º - Desimaginem-se: não há gajas boas, e as aproximações a miudas da empresa podem ser mt mal vistas pelas próprias colegas de trabalho interpeladas, e vão ser de certeza mal vistas pelos colegas de trabalho, e principalmente os chefes. É gente que não percebe o amor!
4º - Como isto há mta coisa. Acho que não deve ser dificil achar-se um sitio onde se trabalha muito e n se recebe assim tanto.
5º - Todos estes processos de recrutamento parecem-me a mim um bocado exaustivos demais. Claro que as empresas querem tentar contratar os melhores, e conhecer bem os possiveis colaboradores. Faz todo o sentido. Mas no fundo, querem também passar uma imagem de exigência que às vezes não têm. E bem vistas as coisas, a contratação dum Junior é uma coisa que traz pouco risco para a empresa: não recebe muito (são precisos os ordenados de 30 juniores para fazer o de um partner); faz o trabalho simples, sem mt risco; e, principalmente, têm contratos de um ano e esperança média de vida dentro da empresa curta (numa empresa onde entrem 60 juniores para auditoria por ano, 1 ou 2 chegam a manager... passados alguns anos, e pq são mesmo bons na área).
Resumindo, trabalhar é um pau de dois gumes: tem-se guita, mas n se tem tempo. Procurem aquele onde se tem mais do primeiro, mas tb mt do 2o. E na auditoria isso n é assim tao linear: o guito sobe com a evolução da carreira, mas toda a gente me diz que não compensa o acréscimo de trabalho e responsabilidades.
segunda-feira, maio 16, 2005
Dormir!?
Como se a estudidez não bastasse, sexta-feira voltei à carga e fui de novo prá semana académica dps de sair do trabalho.
Sábado tive um torneio de futsal em Abrantes que começou às 12h...
Assim esta mente brilhante lembrou-se de fazer mais uma directa e então saí do festival de sexta pra ir directamente pra casa buscar o equipamento e ir pró torneio...
Como era um torneio 24 horas havia jogos durante todo o dia e não deu pra dormir.
Depois de um jogo que tivemos à meia-noite, podíamos ter ido dormir e descansar um pouco, mas qual quê, como jovens dotados de uma inteligência superior, fomos prá discoteca...até às 6h - hora do jogo seguinte...
O último jogo foi às 12h...
Xeguei a casa às 15h de Domingo...tinha acordado às 6.30 da manhã de quinta...dormi até segunda ás 5h...
Nem imaginam as peripécias que sucederam nestes dias...as histórias pra contar aos netos...pra falar verdade eu só imagino mm, prq com os copos que estava, existem coisas que eu sei que aconteceram mas não me lembro...
sexta-feira, maio 13, 2005
Promessas...
Se bem o disse, melhor o fiz.
Deixem-me dar-vos um conselho: das duas uma, ou dão uma de Santana e não cumprem o que prometem, ou uma de Sócrates e não prometem nada...é que isto de vir trabalhar sem dormir é deveras complicado.
Ainda pior é quando se bebeu uns copos...
Quem está a escrever isto é um Homem que provavelmente nem se vai lembrar que escreveu este post e que vive na incerteza de saber se vai chegar ao fim do dia e dizer: Sobrevivi...axo eu!
quinta-feira, maio 12, 2005
E esta hein?!
Outras, apesar da entoação ser precisamente igual, a pessoa que emite a frase pode fazer toda a diferença.
Uma mesma frase pode gerar irritação profunda ou alegria incomensurável.
Não acreditam?
A frase, neste caso interrogação:
"Então e como vai a tua namorada?"
Se for dita por uma tia velhota, que sempre q a vimos repete a mesma frase sem tirar nem pôr, pode ser causa de irritação exasperante.
Se dita por uma rapariga q achamos mta piada conduz a alegria profunda...prq normalmente essa pergunta dita por ela traz agua no bico...é sinal de interesse sobre a nossa disponibilidade.
Portanto uma dica:
Nunca visitem uma tia munidos de armas de fogo ou qq tipo de objectos de arremesso nem respondam a uma rapariga: "ah ela tá boazinha e tal..." se cometerem esse erro é bem possível q a conversa perca todo o interesse...até prq ficar a falar sozinho não deve ser mto interessante.
sábado, maio 07, 2005
Adeus "companheiro"
E obrigado por tudo!
Clicando aqui, têm acesso a algumas das suas fantásticas e eternas memórias radiofónicas.
Eu quero
Em cada suspiro uma vida dentro de mim tenta sair e procura um universo de sensações, em cada pulsação o meu espírito escapa e tenta agarrar com sede violenta todas as emoções que pode.
Não quero só amar, não quero simplesmente ser feliz, não quero facilmente ansiar, não quero! Quero sofrer, quero chorar, quero desesperar para depois saber ainda melhor o que é amar e ansiar, para poder saber o que é ser feliz, para poder satisfazer e para desenhar a alegria no ar e pintar nela a exultação do prazer.
Não gosto nem quero jogar por jogar, jogar para divertir-me, eu não sou assim. Eu quero jogar para ganhar, quero jogar para conquistar e do alto do meu triunfo quero olhar para aqueles que venci e se me apetecer mortificar as suas esperanças, se quiser atormentar os seus desejos, mas acima de tudo, quero subjugar no campo de batalha a fé do meu rival para depois contemplar a vitoria e nobremente ressuscitar os ânimos dos vencidos e dar-lhes confiança para mais tarde voltar a violar as suas ambições.
Eu tenho pressa de viver e de engolir a cada olhar o tempo, sorver a cada passo a luz e admirar a cada gesto o mundo espontâneo que se estende em frente de mim.
Eu não quero imaginar, não quero sonhar nem sequer observar eu quero habitar em Valhallah, quero alimentar-me do néctar dos deuses, quero perturbar-me com o divino, quero fazer amor com o sacro e fazer sexo com o profano.
Quero entrar nas cores e invadir o vermelho, desejo penetrar no som e devastar a música.
Não quero sonhar, não quero imaginar, não quero fantasiar, eu quero ser imortal e viver intensamente como se fosse morrer amanha.
Quero fazer o bem e o mal, quero aprender e ensinar, ensinar a ver, ensinar a olhar, ensinar a apreciar, a tentar, a provocar, a satisfazer e a encantar. Eu quero tocar e chocar, eu quero honrar e glorificar, eu quero viver…
sexta-feira, maio 06, 2005
Ganda Jorginho!
quarta-feira, maio 04, 2005
Looser!
Imaginem uma pessoa completamente falhada: a mulher meteu-lhe os cornos, o filho ataca no parque eduardo sétimo, ele acabou de perder o emprego...bem só desgraças.
Ele desiludido com a vida resolve matar-se: atira-se de um andar...mas não morre e fica tetraplégico!
Será que é possível ser mais falhado que isto...é que nem matar-se conseguiu, nem nunca conseguirá...bem desculpem lá, mas estava a esquecer-me do Luís Campos: conseguiu contribuir prá descida de umas 5 equipas nos últimos 2 anos....é obra!
É só rir
Não sei se estarão de acordo comigo, mas aí vão algumas situações que me fazem rir:
Pessoas que imitam cenas humuristicas como o gato fedorento... conseguem pegar em criações de chorar a rir e transformá-las em cenas de chorar...ponto final. O pior é que o fazem continuamente...não satisfeitas com uma facada no humor, repetem e repetem...amigos dessas pessoas, das duas uma: façam um favor á humanidade e digam-lhes que não têm piada ou, solução mais apropriada, abatam-nos!
terça-feira, maio 03, 2005
Ajudem-me!
A experiência tem sido mesmo muito boa, as realidades são bem diferentes. A casa em que estou agora partilho-a com 3 amigos que jogam comigo futebol e que é malta muito porreira, contudo existem coisas que não estou a aguentar, e que passo a enumerar:
1º. Quando a tv está ligada existem momentos infindáveis, na ordem dos 15 ás vezes mesmo 17 segundos em que não está num qualquer canal de cultura, vulgo pornográfico.
2º. Apanhei no outro dia um colega com quem partlho a casa a sacar da net Ivette Zangalo???!!
3º. Só temos um frigorifico e usam-no pra pôr alimentos...assim só cabem perto de 100 cervejas lá...concluindo: tenho passado por calafrios qd entro em casa em busca do precioso liquido e no lugar de uma bela cerveja está um qualquer alho francês ou mesmo um pacote de leite...leite?!!
4º. Existe um cachecol do sporting em casa e nem temos lareira para lhe dar utilidade...
5º. Tá combinado levar lá miudas que parece que gostam de dançar em cima de mesas...mas só querem levar 3...ora nós somos 4...deviam ser pelo menos 8... mas tou rodeado de maricas ou quê???
Como podem ver a minha vida não está nada fácil! Qualquer dia entro em casa e o quê...tão lá a beber sagres 0%!!!!!!
Por favor se tiverem o número do professor caramba ou de um qualquer pai de santo deem-mo porque aquela casa precisa de ser liberta de maus olhados.
segunda-feira, maio 02, 2005
Ainda sobre Trinilla...
No fundo, venho aqui chamar a atenção para uma das maiores surpresas (ou escândalos) do mundo do futebol, ao nível da derrota lusa com os americanos no triste mundial de futebol de 2002, dos jogos que Dimas efectuou pela Juventus, e quase (repare-se quase!) da transferência de Carlos Secretário para o R. Madrid.
De qualquer, Pinilla... és o máior, e vê se guardas akeles beijos apaixonados prá tua miuda, pá...
(untitled #2)
... pinigol!?!
... vamos ter campeonato até à última jornada?!
... days run away!
... problemas de expressão!
... Morrissey: será que nos consegue fazer sentir pior?
I HAVE FORGIVEN JESUS
I was a good kid
I wouldn’t do you no harm
I was a nice kid
with a nice paper-round
Forgive me any pain
I may have brung to you
With God’s help I know
I’ll always be near to you
but Jesus hurt me
When He deserted me / but
I have forgiven Jesus
for all the desire
He placed in me
when there’s nothing I can do with this desire
I was good kid
through hail and snow / I’d go
just to moon you
I carried my heart in my hand
- do you understand?
- do you understand?
but Jesus hurt me
when He deserted me / but
I have forgiven Jesus
for all of the love / he placed in me
when there’s no one I can turn to with this love
Monday-humiliation / Tuesday-suffocation
Wednesday-condescension / Thursday-is…pathetic
by Friday-Life has killed me
by Friday-Life has killed me
why did you give me /so much desire?
when there is nowhere I can go
to offload this desire?
and why did you give me so much love
in a loveless world?
when there is no one I can turn to
to unlock all this love
and why did you stick me in
self-deprecating bones and skin
Jesus-do you hate me?
why did you stick me in
self-deprecating bones and skin
… … do you hate me?
... :)
... O meu sonho é ter um GTI!
... consegue: I’ve had my face dragged in fifteen miles of shit!
... delirium pós-parto! ;)
domingo, maio 01, 2005
O espaço que se segue é integralmente dedicado ao goleador da noite
PINILLA
(untitled)
Às vezes gostava de não ser o único a partilhá-los, mas infelizmente, não sou um bom comunicador [de sentimentos].
Às vezes gostava que alguém me os advinhasse. Infelizmente, ninguém (ou quase ninguém) tem a sorte de ter alguém assim, alguém com quem as palavras saem sem se ter que abrir a boca. É claro que para certos e determinados tipos de pensamentos tenho amigos(as) com quem isso acontece. Mas, infelizmente, é humanamente vulgar querer-se sempre mais, e neste aspecto o mais que queria era muito mais[ ,e aqui acaba a minha capacidade de transcrever pensamentos sobre este assunto].
-----------------------------------------------------------------
-----------------------------------------------------------------
O meu pensamento mais transmitível da noite é "o tempo não volta para trás" e a minha canção preferida neste momento é "No distance left to run", de um conhecido grupo de british-pop. Não que esteja desiludido com o presente, não que tema o futuro, o qual antes pelo contrário anseio ver desenrolar. Só que às vezes gostava mesmo muito de ficar mais um bocadinho no pátio a jogar futebol...
sábado, abril 30, 2005
Another One Bites the Dust
quarta-feira, abril 27, 2005
Reminiscências
Lembro-me do teu cabelo aloirado, solto como as folhas de uma árvore e suave como a água que vagueia num açude, mas esqueci-me da sua fragrância. Lembro-me dos teus apaixonantes olhos castanhos, da maneira como eles brilhavam e de estarmos fixados um no outro, desligados do mundo.
Lembro-me de sonhar contigo. Lembro-me de viver, sonhando. Lembro-me de ter dado o teu nome à mais cintilante estrela do universo. Lembro-me de ter explodido e renascido!
Interrogo-me como terás desabrochado enquanto mulher, mas tenho dificuldades em imaginar-te assim tão madura. Espero que ainda consiga reconhecer-te, pois vivo esperançado de nos cruzarmos um dia destes. Se a vida nos separou, pode muito bem resolver juntar-nos de novo. Até breve!
segunda-feira, abril 25, 2005
E depois?

De que vale a liberdade de expressão?
De que vale o livre arbítrio?
De que vale o pensamento livre?
De que vale a tomada de posições?
De que vale a nossa existência?
Se perante a parafernália de meios que temos ao nosso dispor para receber e fazer passar a mensagem optamos por não o fazer.
Se perante o debate preferimos o consenso.
Se entre o infinito de escolhas preferimos o standard.
Se entre as paixões preferimos a segurança.
Do que nos valeu a revolução?
Humm...
Nem uma palavrinha sobre o 25 de Abril. Nem sobre o actual Governo, nem sobre a anterior época santanista... Parece que não ligam à política!
Nem uma palavrinha sobre o Papa, nem sobre a Páscoa, nem sobre o Natal... Parece que não ligam à religião!
Nem uma palavrinha sobre o campeonato da mediocridade, nem sobre as roubalheiras que vamos assistindo nos gramados, nem sobre as entrevistas que o Mestre Mourinho vai dando por aí... Parece que não ligam ao futebol!
Nem uma palavrinha sobre a actuação do Tó Neves, com princípios de uma apendicite e 41º de febre; ou sobre a prestação do Prof. Rui Baleiras no Governo... Parece que não ligam aos heróis nacionais!
Nem uma palavrinha sobre uma música, sobre um filme, um livro, uma peça de teatro, um desenho, uma foto... Parece que não ligam à arte!
Nem uma palavrinha sobre o Portugal Fashion, nem sobre o decote da Fátima Lopes nos Globos de Ouro... Parece que não ligam às mulheres!
(...)
Nada! Nada! Nada! Nada! Nada! Existem, mas não parecem viver. Ou então, simplesmente não gostam de falar, muito menos escrever... Mas nesse caso, com mil diabos!, o que faz o nome deles pendurado ali nos “contributors”!?
Tivesse eu no Governo...
… acabavam-se os feriados religiosos para os ateus e agnósticos. E mais! Apenas concedia direito a esses feriados aos que são crismados. Aborrece-me a tendência populista para a laicização da nossa sociedade. Sobretudo por demonstrar, de forma displicente, o acentuado enraizamento do egoísmo no nosso dia a dia, absolutamente incompreensível.
domingo, abril 17, 2005
Conluio dos miseráveis
«... a ofensa a terceiros (neste caso uma categoria profissional), ainda mais objectivamente expressa como esta, relativamente aos barbeiros, constitui crime de injúria, de acordo com o Código Civil. O DNJ não poderia pois publicar parágrafos ofensivos, ainda que um registo fortemente humorístico, conforme bem compreendemos.»
Perante isto, apetece-me questionar como o outro: quê pá!? Humorístico? Onde é que está a piada? E a injúria não é merecida? O texto apenas pretendia ser uma espécie de um grito do Ipiranga, expressivo da insatisfação estético-capilar que me reserva a saída de uma barbearia.
Mas já devia estar à espera... No fundo, trata-se de um conluio dos miseráveis! Os jornalistas são dos que mais se assemelham aos barbeiros. Podem existir outras profissões abomináveis (como os taxistas), mas estas são as que mais me enervam, pelos seus terríveis desempenhos profissionais e pela dificuldade de vivermos verdadeiramente integrados na sociedade sem recorrer aos seus serviços.