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quinta-feira, outubro 11, 2007

Em defesa da mui nobre arte de não fazer nada

Os amigos católicos que façam uso da sua mais poderosa arma - o perdão - e me perdoem a apologia de um pecado mortal que estão prestes a ler. Parece-me que é hora de alguém assumir a defesa da preguiça e esse alguém sou eu e fá-lo-ei expondo as 3 razões pelas quais deveríamos, não condenar, mas antes celebrar, e celebrar loucamente, a prática da preguiça!

Em 1º lugar, a preguiça é hoje em dia alvo de um tratamento injusto face às alternativas ao dispor dos pecadores. As alternativas são comummente aceites, ao passo que a preguiça continua a ser criticada.
Amigos, olhem à vossa volta. Que vêem? Eu digo-vos: lambusões a comer hamburgers do tamanho de vitelos, o Donald Trump transformado em estrela, o Chuck Norris e o Steven Seagal a vender filmes literlamente a dar com um pau, e a pornografia a tornar-se uma das maiores indústrias do mundo. Gula, avareza, ira, luxúria. E alguém por acaso se importa?! Ein?!
(Olá a todos, o meu nome é joão césar das neves, sou um economista conceituado e acredito que os masturbadores vão arder nas chamas do Inferno)

Em 2º lugar, sejamos honestos: preguiçar é fixe!
A mania de falar mal de tudo quanto dá prazer parte-me todo. Tenho cá para comigo que se a Igreja ainda fosse Toda-Poderosa, acabaria por condenar a internet, a televisão ou a leitura! ... Pera... Como? Condenou à mesma?! Xiça...
Mas o meu ponto é este: uma preguiça de vez em quando sabe bem e não faz mal a ninguém. Pois se até existem xanfrados da mioleira workaholics para contrabalançar!
E afinal de contas, quem não gosta de vegetar no sofá? Ou de passar um dia de trabalho a mandar mails, ver blogs e escrever posts incompletos?
Não me lixem pá: preguiçar é fixe!

Em 3º lugar... olha, não me apetece escrever mais
:)

terça-feira, outubro 09, 2007

Ai as merdas de que me rio na plena enfadonha eternidade que é a minha tarde de terça-feira passada a trabalhar...

Enquanto trabalhava, deparei-me aqui com este excelente texto sobre a actividade da ABB em Portugal:

Um historial valioso iniciado em finais do shhhhhéc. XIX, cheio de notáveis investigações e inovações tecnológicas(...)”

Ainda fiz refresh, mas o texto é mesmo assim.
Claro que é perfeitamente possível que se trate de um erro da empresa, mas pessoalmente, sou da opinião que estamos perante o trabalho de um hacker xopinha de maxa...

Sinto-me tolo por achar piada a isto. Sinto-me ainda mais tolo por partilhar com o mundo que achei piada a isto. Pouco mais me resta além do consolo de me sentir um tolo bem-disposto...
:)

terça-feira, outubro 02, 2007

Propostas Gastronómicas (Post em construção e, quiçá, em permanente actualização)

Este pode muito bem vir a ser lembrado como o mais valioso post da história do Campolide. É também possível que este post venha a ser lembrado como o mais tolo da história do Campolide, mas confesso que, atendendo à riqueza do passado deste blog em matéria de posts tolos, esta parece-me uma hipótese improvável.

Eis que partilho convosco os tesouros gastronómicos que me vêm à mente nestes 5 minutos após devorar a massa do Go Natural, e antes de me agarrar ao trabalho com um raro empenho, ou não tivessem os dedos da minha boss ganho tão grandes apego e familiaridade às minhas orelhas nos últimos dias.

Isto agora vai ser publicidade à doida, mas ora tomem lá os pitéus que me fazem crescer água na boca só de pensar neles:

- Fetuccine com frango e nozes no Go Natural (o único contra é ser tão pouca quantidade... sintomático disso é eu vir para aqui fazer um post destes depois de a comer)
- Carne de porco à alentejana no Stop do Bairro em Campo de Ourique
- Plumas de porco preto na Adega do Silva ao pé das Torres de Lisboa
- Big King em qualquer Burger King em Portugal, ou até, digamos, em qualquer dos Burger Kings de Budapeste
- Caldo de peixes do rio à moda de Marmelar... lá em casa
- Posta holandesa na churrasqueira Avenidas, no bairro de S. Sebastião
- Pizza de massa fina com ananás, pepperonni e pimento mandada vir da Pizza Hut e comida com umas batatinhas fritas a acompanhar - esta das batatas nasceu ali da perversamente criativa mente do tosttas com dois tês
- Bacalhau à braz feito pela mãe do meu amigo Nuno, que até já me explicou passinho por passinho como é que se faz, mas cuja receita nunca consegui aplicar decentemente

e last but not least...

- As mini-madalenas que estão alojadas ali na gaveta de baixo do lemmings. Lemmings, vá lá camarada, deixa-me comer só mais uma!
:)

quarta-feira, setembro 26, 2007

2 ou 3 observações triviais sobre a vida

1. Sábado foi Dia Europeu sem Carros. Paralelamente a este evento, foi também o Dia Pessoal da Bicicleta Sem Pedais. Ando com uma vontade imensa de andar de bike. Infelizmente, o meu pedal esquerdo cai a cada 2 kms. Contei isto ao Zé Povinho e ele disse-me assim: "Meu amigo, o barato sai caro".

2. Não compreendo tanta publicidade às bolachas Oreo, sobretudo coisas como "a bolacha mais vendida do mundo". Eu não sou nada esquisito no que toca a bolachas, mas sinceramente, as Oreo não valem o papel em que estão empacotadas e jamais estragaria o meu copinho de leite com tal bosta!

3. Nestes dias, e isto já dura há coisa de quase 3 meses, por mais música que oiça, acabo sempre por ir dar ao mesmo...

LCD Soundsystem - Sound of Silver

Caramba, que este caíu-me mesmo no goto!

4. Outra publicidade curiosa que acabei de ver diz que "8 em cada 10 dentistas recomendam Aquafresh". Ora, eu fiz umas contas, e durante a minha vida acho que já conheci pelo menos 6 dentistas. Nenhum deles me recomendou Aquafresh. Sinto-me um outlier extremamente severo.

5. Ando a ler o meu primeiro livro do Stephen King e estou marabilhado! É uma sensação fantástica quando se descobre um autor de que se gosta. Entretanto, descobri também o prazer de ler em bancos de jardim ao fim-de-semana e vou-me questionando se será assim que começa a velhice.

6. O meu caminho para casa está a tornar-se cada vez mais penoso. Passo à porta de 2 churrasqueiras e o cheirinho a carvão e assados corrói-me até às entranhas! Sinto saudades de comer frango assado à la pata.

7. Raios, como tenho fome... E ainda falta tanto tempo para o pequeno-almoço!!!
:)

segunda-feira, setembro 17, 2007

Tenho a confessar que...

Para uma pessoa como eu, que sofre de insónias e tem outros demais disturbios de sono, considero andar de avião uma actividade relaxante.

Chamem-lhe mudanças de pressiorização, chamem-lhe cadeiras confortáveis, chamem-lhe ter dormido pouco na noite anterior, chamem-lhe alhear-me da realidade à minha volta.

Em cinco viagens a Cabo Verde, o que dá umas belas 16 voltinhas de avião, não falhei umazinha...

P.S: Será que preciso de 4.000 euros para montar um simulador de avião em casa...

Excentri-cidade

Um dos aspectos peculiares de se viver na cidade é que se encontra todo o género de excêntricos.

Quando aqui há uns tempos uma destas personagens se sentou ao meu lado no comboio e encetou conversações com o seu próprio reflexo no vidro da janela do comboio, com o qual se chateou ao fim de uns minutos, chegando ao ponto de lhe bater com o chinelo, eu não só me borrei de medo com a possibilidade de levar uma facada ou, pior, uma chinelada no meio dos olhos em plena hora de ponta no comboio, como também pensei que acabava nesse momento de preencher a minha quota anual de encontros imediatos com esgroviados.

Estava errado.
Hoje à hora de almoço, enquanto deambulava, ensonado, pela rua, fui abordado por um original que me pediu quatro mil euros.
A minha resposta de “Como assim, quatro mil euros?!” demorou uns segundos a ser processada. No entretanto, pouco mais fui capaz do que dirigir ao senhor o meu olhar pensativo, de testa enrugada e um olho mais aberto que o outro, enquanto tentava perceber se estava a ser assaltado ou apanhado. Perguntei-lhe se ele queria umas moedas. Ele respondeu que não, que queria quatro mil euros. Vai daí puxei da carteira, abri-a, fingi que tirava uma nota e fiz-lhe um nhecos. Acho que ele não percebeu, mas ao menos diverti-me.
:)

quarta-feira, setembro 12, 2007

Casa-trabalho, trabalho-casa e o valor das opções

Aproveitei os meses de Verão, as férias alheias e a oportunidade que ambos me deram de fazer o IC19 em menos de uma hora, para me deslocar diariamente de carro para o trabalho. Agora que é Setembro, nem o facto de ter passado as últimas semanas em longas - por vezes desconfortáveis, mas em qualquer caso memoráveis - viagens de comboio, me belisca o prazer que tem sido voltar a andar de comboio na linha de Sintra.
Não estou a ser irónico. Confesso que eu próprio me surpreendi com quão agradável achei as deslocações casa-trabalho e trabalho-casa nesta rentré.

É verdade que senti, durante muito tempo, que dificilmente algum dia me manteria acordado num comboio. Ao primeiro tchun-tchun tchun-tchun – eis a triste onomatopeia que encontrei para o som das rodas nos carris – tornava-se-me quase impossível suportar o peso das pálpebras. Estranhamente, hoje em dia - não sei que aconteceu entretanto – passo a maior parte do tempo de viagem a ler, o que me dá, não só grande gozo, como também a sensação de que, de alguma forma que me é desconhecida, consegui domar a minha outrora indomável sonlência.
Depois do comboio, faço a pé o percurso até ao trabalho, o que me resulta igualmente agradável porque sigo na companhia da minha música e porque simplesmente retiro maior prazer de andar a pé na rua, agora que isso se tornou uma actividade rara.

Banalidades, no fundo.
Mas o meu ponto com esta baboseira toda é o seguinte: pese embora me queixe frequentemente de morar longe do trabalho, a verdade é que desta forma acabo por passar uma razoável parte do meu tempo a ler, a andar a pé e a ouvir música, três coisas que aprecio bastante. Certamente mais tempo do que aquele que despenderia vivesse eu em Lisboa, caso em que, suspeito, passaria a hora diária que pouparia em transportes, a vegetar no sofá ou a navegar à toa na internet.
E assim dou por mim a pensar se não será este um exemplo de como a falta de opções até pode acabar por ser benéfica...
: )

segunda-feira, setembro 10, 2007

O Sofrido Regresso ao Trabalho

Apraz-me dizer, sobre o regresso ao trabalho, e se me permitem o desabado: FO-NIX! Sou, enquanto escrevo estas palavras, um blogger sonolento, abalado, deprimido, incrédulo e revoltado com a porca miséria de rotina que a vida me reservou.

Como se não bastasse toda a turbulência emocional de fim de férias, enfrentei ainda uma consulta no dentista à hora de almoço. É verdade que procuro encarar estas consultas como idas ao ginásio, seguro de que o trabalho ao nível dos abdmoninais é pelo menos idêntico. Mas acontece que não gosto de dentistas. Não só me fizeram sofrer no passado como guardo hoje a sensação de que alguns deles lutam para preservar o estatuto de mestres do terror. E tomo como exemplo o meu dentista.
O tipo suspira, o tipo ralha com a enfermeira, e, ocasionalmente, o tipo desabafa comigo qualquer coisa como “Ai ai ai!” ou pior, “Puxa, seu caso não é fácil não, ein!”. Por mais insignificantes que pareçam, estes pormenores deixam-me nervoso pela consciência que me dão da minha vulnerabilidade enquanto paciente deitado na cadeira mágica, com a boca invadida de algodões, aspiradores, espelhos e brocas.

Mas onde o meu dentista marca verdadeiramente pontos na escala do terror psicológico é nos pedidos que faz à enfermeira. Com toda a certeza, o malandro percebeu já que eu sei tanto de estomatologia quanto a recepcionista dele sabe soletrar o meu apelido. E aproveitando-se do facto, lá vai gritando à enfermeira os mais bizarros pedidos...
Na última consulta foi “MARIA, mi traiz a ispátula di incepição!”. Caramba, que fiquei perdido! Que ele quisesse a espátula, ainda estava disposto a aceitar. Agora que raio queria ele dizer com incepção?!
Esta semana foi “MARIA, ondi istá o bisturi com cabo, ein?”. Medo! Se há coisa que não se quer ouvir ao fim de 30 minutos de suspiros do dentista, e percebendo que o homem já tá a ficar um bocado alterado dos nervos, é ouvi-lo gritar pelo bisturi. Fonix...

Enfim, sobrevivi à consulta. E com esse peso fora da consciência, sou todo ambição por chegar vivo ao fim do dia. Amanhã poderá ser igualmente deprimente, mas sempre será um dia mais próximo do fim-de-semana.
:/

quinta-feira, agosto 16, 2007

Fenómenos climatéricos

O diabo da ventania que anda à solta pelas ruas da cidade leva-me a suspeitar que, ontem à noite, o Monas - essa mítica personagem do universo campolidiano, luminosa como um alto candeeiro de sala encimado por um vasto abat-jour redondo – foi à discoteca abanar o capacete.
:))

quinta-feira, agosto 02, 2007

Quem Frequenta Campolide - A Sequela

A certa altura no passado do Campolide, divulguei aqueles que pareciam ser então alguns dos maiores cromos a visitar o blog. Fiz o meu juízo de valor com base nas expressões introduzidas nos motores de pesquisa que os trouxeram à casa, e acho que não me enganei. Para a posteridade fcaram as memórias dos asdrubais que surfam o mundo virtual em busca de “peitos da fafá de belém” e “suecas sacanas”.

Pois o tempo é chegado para uma sequela. Porque se há coisa que não falta por aí são cromos a navegar a net. Vejamos então quais têm sido as buscas mais peculiares nos últimos tempos. Rufem os tambores!

“ursos pelados”
Hum... alguém andou a ver a versão hardcore do lost. Tenho um amigo que me contou que... Bom, adiante...

“o que as raparigas gostam num rapaz”
Caramba, apanharam-me!

“dentição dos caracóis”
Mas que diacho há com esta gente?! É o fim do mundo em cuecas ou quê?! Não era suposto a net ser um antro de perversidade? Então onde é que ela anda?!

“ratinha apertada”
Ou bem que estamos a falar de um hamster em apuros ou então... encontrámos a perversidade.

“Mulheres beirãs”
Quais suecas sacanas quais quê...
Aquelas matronas beirãs é que é, com as longas e quentes saias castanhas, ruças de rojarem o chão, os braços da largura de um cepo a carregarem os tabuleiros com o cabrito assado, enquanto os buços pingam gotas de sensualidade... Aaaahhh....

“convencer uma namorada a me perdoar”
Meu, não sei o que raio fizeste à tua namorada, mas se estás à espera de encontrar a solução na net, se ainda por cima o teu desespero já chegou ao ponto de clicares num link para um blog de economistas em busca da solução... ui... não deves ser boa peça...
Tu não me digas que eras o gajo das suecas sacanas?!

“odeio ex namorado”
AHAHAH
Tás tramado, meu!
AHAHAH

“swing parque de campismo”
Oi oi oi! Pára pára pára!!
Ok malta... quem se bufou sobre o fim-de-semana no Luso?!

E agora perdoem-me novamente, mas tenho de ir ali fora, uma vez mais, parti-me a rir...
AHAHAH

quarta-feira, agosto 01, 2007

Solta o geek que há em ti

Aqui o lemmings diz que veio ao de cima a minha geekice. E eu admito a verdade. Não chego ao ponto de vestir roupas ou chapéus de feiticeiros, nem de andar pela rua com varinha mágica, mas não tenho como negar que ando entusiasmado com a leitura do novo e último livro do Harry Potter.

Aliás, de outra forma não poderia ser. Fiquei viciado numa história infantil, não o acreditaria possível, desde que li os primeiros livros da série sentado nas confortáveis cadeiras das aulas de história económica. Nos dois últimos volumes, cedi à moda de comprar a versão original pouco depois do lançamento, e guardo boas memórias dos dias de Verão passados embrenhado na leitura, entre um mergulho no mar e uma sandes de fiambre.

Agora que estou a ler o último livro, não alimento elevadas expectativas quanto ao final, tenho uma ou outra teoria sobre o que poderá acontecer mas, ainda assim, e acima de tudo, procuro evitar contacto com qualquer potencial fonte de spoilers, como o youtube ou a wikipedia.

Encaro o desfecho com sentimentos mistos. Por um lado, quero finalmente saber as respostas, mas por outro tenho pena de não poder voltar a passar por todo este processo de comprar o livro nalguma obscura livraria onde a versão adulta ainda não esgotou, sentir a ansiedade de chegar a casa e ficar a ler na cama até tarde, e acabar a leitura com uma certa revolta por ter de esperar dois anos pelo próximo volume...

É geek, mas caramba... vou ter saudades!
:/

terça-feira, julho 31, 2007

Para quê complicar?

Anos, décadas, séculos de progresso e inovação na matéria, deram-nos bolachas cada vez mais sofisticadas, com pedaços de coco, pepitas de chocolate, sabor a fruta, fibras, oleosan, substâncias energéticas, mais sabor e menos calorias....

... e no entanto as melhores de todas continuam a ser as descomplicadas Triunfo Aveia Original!

PS 1 - A foto não corresponde exactamente às Triunfo Aveia Original. Uma simples bolacha de aveia foi quanto se arranjou.

PS 2 - Não sei até que ponto estarei a ser injusto com este post... A verdade é que as Chipmix e as Maryland (sobretudo as de coco e as de avelã) também são malevolamente boas.

:)

sexta-feira, julho 27, 2007

U Ómein das Istrêlas (Versão Portuguesa Ediberto Lima)

Enquanto procurava na net a letra do Starman do David Bowie, deparei-me, sem querer, com esta preciosa tradução para português:

Não soube que hora era,
as luzes eram baixas
Eu inclinei-me para trás em meu rádio
Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo ' ' de n de alguma rocha, disse
Então o som alto pareceu desvanece-se
Voltou como uma voz lenta em uma onda da fase
Aquele não era nenhum D.J. aquele era jive cosmic hazy

Há uma espera starman no céu
Gostaria de vir encontrar-se com nos
Mas pensa que fundiria nossas mentes
Há uma espera starman no céu
É-nos dito para não o fundir
Causa que sabe que é toda de valor
Disse-me:
Deixe as crianças perdê-lo
Deixe as crianças usá-lo
Deixe todo o boogie das crianças

Adoro particularmente as seguintes transformações:
- Some cat was layin' down some rock n roll lotta soul, he said -> Algum gato era layin ' para baixo alma do lotta ' do rolo de n de alguma rocha, disse
- There's a starman waiting in the sky -> Há uma espera starman no céu
- Let all the children boogie -> Deixe todo o boogie das crianças

Portanto, ficamos a saber que "rock n roll" se diz "rolo de n de alguma rocha" em português. Curiosamente, "starman" não tem direito a tradução.
Agora o meu preferido - e olha que não é fácil escolher um - é mesmo "deixe todo o boogie das crianças". Não sei bem o que quer dizer, mas parece-me a deixa ideal para quando o meu filho estiver a jogar à bola na sala e a minha mulher começar a hiperventilar e a dizer que o petiz é um fedelho que sai ao pai. Nesse momento, vou-me virar para ela e dizer "aí gata, não enche o saco não, deixe todo o boogie das crianças..."
:))

quinta-feira, julho 26, 2007

Vida Selvagem

Quando compro uns sapatos novos, sei no momento que não terei como escapar à sensação de ser o gajo com o andar mais esquisito em toda a rua, em todo o escritório. Pelo menos durante o dia em que estreio os sapatos.

Anteontem comprei uns sapatos novos. Ontem foi o dia de estreia.
Sabia que aquela não era a minha forma normal de caminhar, enquanto vinha do parque de estacionamento para o escritório. A sola ainda estava lisinha, ainda deslizava pelas pedras da calçada que nem faca pelo meio de manteiga tirada do frigorífico na véspera. O couro ainda não estava maleável, à conta do que perdi toda a naturalidade a fazer curvas ou desviar-me de obstáculos.
Eu era um pinguim no meio de humanos, a andar cuidadosamente, com passos curtos e braços abertos em busca de equilíbrio.

Reconfortava-me apenas o facto de ver, uns 20 metros à minha frente, uma outra criatura animal, igualmente deslocada: passadas fortes, pareciam que a calcar o chão, a cabeça a mover-se para cima e para baixo, braços ao lado do tronco com os cotovelos dobrados... Era claramente um T-rex! Parecia mesmo a forma de andar do... Mas seria possível?!
Estuguei a passada curta de pinguim e confirmei as minhas suspeitas. O T-rex era o meu boss. Não sei como pude sequer não reconhecê-lo de imediato. Aquelas passadas eram inconfundíveis: tão fortes que agitavam a água nos copos pousados nas secretárias, o que por um lado assustava, mas por outro ajudava imenso, pois jamais esta critatura superior hierárquica se conseguiria aproximar sorrateiramente de mim...

Sorri interiormente com a minha descoberta. Afinal de contas, mesmo sentindo-me um animal, tinha encontrado nas redondezas um animal ainda maior, e sem sapatos novos...
:)

segunda-feira, julho 23, 2007

Singing in the... summer

Meses de espera e ansiedade, a espreitar o sol por entre as nuvens, e eis que finalmente... aaahhhh... é Verão!!


:/

domingo, julho 15, 2007

Campolide em Madrid

Fim-de-semana rumo a Madrid para visitar a ilustre e mais recente enviada especial no estrangeiro do Campolide, e aproveitar para assistir ao Summer Case, que um cartaz daqueles não se apanha todas as décadas, e sempre se fica a conhecer o ambiente festivaleiro em Espanha.

E como foi?
A entrada... obscenamente cara. A cerveja... idem. A comida... espanhola. Pão com chouriço receita de Rio Maior... nem o cheirar. Os acessos ao recinto a partir da cidade... muito fraquinhos. A organização decidiu poupar nas casas-de-banho e nas mesas e cadeiras. Mais importante que tudo, a presença de meninas deslumbrantes não era nem metade da que usualmente se vê por eventos semelhantes em terras lusas.

E no entanto... foi do caraças!
Na excelente companhia dos amigos, no meio de uma multidão, a princípio modesta, às primeiras horas da manhã imensa, num ambiente super descontraído, propício à prática do meu castelhano enferrujado de tanta balda, assistimos a um porradão de concertos altamente, sempre com uma muito boa onda no público, com a malta toda a cantar, a dançar, a saltar, a gritar...
Foi do caraças!

Fonix... E de pensar que amanhã lá terei de aguentar mais doze horas a assumir a pele, o fato e a gravata de um gajo sério e responsável que se preocupa com dinheiro... Até se me aperta o peito...
Cá deixo uns registos visuais que espero me ajudem a suportar a previsivelmente difícil manhã de segunda que se aprochega...

A malta, à chegada, animada com a perspectiva de 12 horas de pura curtição:

E a malta, já mais para o final da noite, literalmente de rastos depois dos Arcade Fire terem dado cabo das gargantas e os LCD Soundsystem dos joelhos, e, justamente por isso, ainda mais animada:

:))

terça-feira, julho 10, 2007

Este centro comercial é um deleitte...

Voltar de férias é sempre deprimente. É mais deprimente ainda quando as férias coincidem com as do calor e ambos voltamos ao mesmo tempo.

De qualquer forma, acho que já me vou habituando a isto. Hoje fiquei desperto para as evidentes vantagens de trabalhar num edifício onde existem um centro comercial chique e uma grande empresa de auditoria que recruta massas de inteligentes e promissoras jovens.
A beleza que aí reside pode ser exemplificada pelo caso de, tendo eu combinado encontrar-me com o Ricardo no centro comercial daí a 10 minutos, e aparecendo ele somente daí a 30, durante os 5 minutos em que estou à espera - porque simplesmente fui demasiado optimista na minha estimativa de atraso - tenho sempre coisas interessantes para ver no centro comercial.

E depois ainda há as montras e as lojas.
:P

quinta-feira, junho 14, 2007

Prazeres

Cada maluco tem a sua pancada. Ele há os que guardam religiosamente o último episódio do 24 para um dia especial, os que vão correr para o estádio universitário só para poderem comer mais caixas de gelado da Carte D’or enquanto vêem jogos de futebol, os que contam os carros com que se cruzam durante uma viagem do Algarve para Lisboa, os que comem batata frita com manteiga, os que gostam de acordar todos os dias com um homem diferente no chão do quarto... E isto só para pegar numa pequena amostra de malucos aqui da casa.

Portanto, quando inauguro esta rubrica com a confissão de alguns dos meus prazeres menos comuns, faço-o na segurança de me saber diferente mas igual a todos vocês. Como disse, cada maluco tem a sua pancada.

E eu tenho as minhas.
Gosto de lavar os pés e as canelas com gel de banho antes de me deitar. Pode ser água quente ou água fria, tanto faz. E não acontece regularmente. Mas quando o faço, epá!, retiro um prazer danado de cehgar à cama e esfregar os pés nos lençóis. Sobretudo no Verão, quando os lençóis são daqueles mais frescos.

Soa xoné? É verdade. Mas não me lixem: aposto que conseguem bem pior...
:)

segunda-feira, junho 04, 2007

Quem Frequenta Campolide - série 1 - episódio 1

Pessoalmente gosto do Campolide. Agradar-me-ia um pouco mais que fosse de polémica e discussão, mas vivo seguro que uma vez ultrapassada a barreira psicológica do ONE MILLION VISITORS, as coisas só poderão melhorar.
Entretanto, nestes dias que faltam até esse momento, vamos mantendo uma média de visitas razoável, na casa dos 40-50. A maior parte destas são habitués, mas de vez em quando chegam a nós alguns visitantes a quem os motores de busca da net concedem o bilhete para a eterna felicidade sob a forma de link para o Campolide. São... os Outros!
Quem são os Outros? O que fazem os Outros? Os Outros são bons ou maus? Os Outros têm criações de ursos polares? Estas são respostas a que não sabemos responder... Mas nem tudo está oculto... O Campolide levanta agora a ponta do véu sobre a origem dos Outros. Vejamos alguns exemplos das expressões inseridas nos motores de busca, e que trouxeram até nós estas criaturas:

“meninas bonitas”
Este Outro até parece bom chaval. Vai na volta, os Outros até são pessoas normais. Como eu e tu.

“meninas bonitas mortas”
Prontos, é por estas e por outras que nunca se pode confiar neles.

“sexo à borla”
Este é o Outro alternativo. Não satisfeito com os usos banais que se dão à internet, este Outro escolheu ser diferente, escolheu ser underground. Provavelmente até faz pouco do utilizador comum da web.
Este Outro é especial. Este Outro procura sexo na internet.

“literatura de wc”
Compreende-se. Os textos do Campolide mexem com o interior das pessoas.

“homosexalidade”
Este Outro veio parar ao blog errado, ai veio, veio... Aqui não se dão erros de ortografia!

“os peitos da Fafá de Belém”
É verdade que o Campolide já leva mais de 500 posts e quase três anos de vida, mas... meu caro Outro, ainda não somos assim tãããão grandes.

“suecas sacanas”
AHAHAHAHAHAH
Opá, este Outro é o maior! Se bem que estou desconfiado que ele sabe algo que eu não sei...

E agora perdoem-me que eu vou ali fora partir-me a rir...
: )